Economia

Polónia pode valer mais de 1.000 milhões de euros para empresas portuguesas

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou hoje à Lusa que a Polónia é um mercado que "pode valor mais de 1.000 milhões de euros" para as empresas portuguesas dentro de quatro a cinco anos.

António Pires de Lima inicia hoje uma visita de dois dias à Polónia, onde irá visitar empresas portuguesas.

"Vamos associar-nos ao 20.º aniversário do Eurocash, que é maior grupo de 'cash & carry' na Polónia, fundado pelo empresário português Luís Amaral, que tem tido um percurso que eu acho que é uma referência para muitos outros empresários portugueses que começaram praticamente do zero, há 20 anos, e que, além de estar a ter muito sucesso no negócio da distribuição na Polónia, segundo sei, tem vindo a investir em Portugal", disse o governante à Lusa.

"Este é o primeiro motivo da visita", adiantou Pires de Lima, salientando a importância da internacionalização do empresário português Luís Amaral, que também está a investir em Portugal.

"Quero obviamente convencer mais empresários portugueses de sucesso no mundo a investir em Portugal no momento actual", sublinhou.

Além disso, o ministro da Economia também vai visitar, tal como aconteceu no ano passado na Colômbia, o negócio da Jerónimo Martins na Polónia, através da Biedronka, "principal geografia em termos de dimensão" para o grupo português.

Na agenda consta ainda a visita a outros investimentos portugueses na Polónia, entre os quais a Colquímica, além de um jantar com empresários portugueses e empresas com presença no mercado polaco.

"A Polónia é um cliente muito importante de Portugal, nós exportamos 550 milhões de euros em 2014 para a Polónia", sublinhou o ministro, apontado que Portugal tem uma "balança comercial ligeiramente positiva".

"É importante que este esforço de progressão das nossas exportações, que cresceram praticamente 50% de 2009 para 2014, possa ter continuidade, porque é claramente um mercado onde as empresas portuguesas, se tiverem ambição e souberem trabalhar usando como referência estes casos a que vamos dar visibilidade nesta viagem à Polónia, pode valer mais de 1.000 milhões de euros para as empresas portuguesas dentro de quatro ou cinco anos", afirmou Pires de Lima.

A Polónia "é mais um país que fica na geografia dos nossos investimentos e que é importante também atrair, em termos de investimento para Portugal", disse.

As exportações de bens de Portugal para a Polónia subiram 14% nos dois primeiros meses do ano, face a igual período de 2014, para 88,9 milhões de euros, e as importações avançaram 17,9% para 93,8 milhões de euros.

No ano passado, as vendas de bens portugueses para Varsóvia ascenderam a 465,5 milhões de euros, mais 9,7% do que em 2013, e as importações cresceram 8,9% para 526,9 milhões de euros.

A Polónia é o 15.º cliente Portugal e o seu 19.º fornecedor, enquanto Lisboa é o 33.º cliente de Varsóvia e seu 38.º fornecedor.

Em 2013, havia 1.197 empresas portuguesas a exportar para o mercado polaco.

As máquinas e aparelhos representavam no ano passado um quarto das exportações totais portuguesas para o mercado polaco, as quais recuaram 12,6% para 119,1 milhões de euros, seguidas dos agrícolas, que têm um peso de quase 10% e subiram 28,3% para 44,4 milhões de euros.

Os plásticos e borrachas são o terceiro grupo de produtos vendidos para a Polónia, com um peso de 8,8% das vendas totais, tendo as exportações recuado no ano passado 5,3% para 41,4 milhões de euros.

No caso das importações, as máquinas e aparelhos são o grupo de produtos mais comprados a Varsóvia, as quais representam praticamente 30%, tendo subido 5,2% em 2014 para 156,8 milhões de euros.

Os produtos agrícolas (peso de 10,8%) e os químicos ocupam o segundo e terceiro lugar, respectivamente, nas importações.

No ano passado, as compras de produtos agrícolas polacos cresceram 38,8% para 56,8 milhões de euros e as de químicos cresceram 14,1% para 53,2 milhões de euros.

Lusa/SOL