Economia

Governo reformula sociedades do ex-BPN

Criadas para gerir os activos tóxicos do BPN, a Parvalorem, a Parups e a Parparticipadas vão sofrer uma remodelação em breve. A ministra das Finanças está a analisar a alteração da estrutura de capitais e o 'emagrecimento' das sociedades.


As três sociedades têm desde a sua origem capitais próprios negativos, ou seja, estão em falência técnica. O desequilíbrio deve-se sobretudo às elevadas taxas de juro dos financiamentos obtidos junto da CGD. “O serviço de dívida das sociedades tem atingido valores muito significativos e as receitas não têm sido suficientes para atender a essas responsabilidades, pelo que não resta outra alternativa que não recorrer a novo financiamento do Estado”, diz Francisco Nogueira Leite, presidente do conselho de administração da Parvalorem.

Em Dezembro de 2014, a Parvalorem recebeu, através do Tesouro, um empréstimo de médio e longo prazo de 324,6 milhões de euros. A Parups recebeu 163,9 milhões e o capital social da Parparticipadas foi reforçado em 37,5 milhões.

O futuro modelo das empresas prevê “reconverter os financiamentos do Estado em capital social”. Mas, perante os constrangimentos do Orçamento do Estado, “esta solução poderá ter uma aplicação faseada ao longo dos próximos anos”, diz. A Parparticipadas poderá ser liquidada em breve, ao mesmo tempo que a Parups será fundida na Parvalorem. Estão agora a ser analisados os impactos. “É uma operação com algum grau de complexidade e cuja implementação poderá e deverá ser feita com tempo e ponderação, mas com proximidade”.

Do total de 13 participações da Parparticipadas, restam apenas o Banco Efisa - cujo processo de alienação está em curso - e a Imofundos, que será transferida para as outras duas sociedades.

sandra.a.simoes@sol.pt

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