Desporto

David Cameron pede a demissão do presidente da FIFA

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, juntou-se hoje aos muitos que pedem a demissão do presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, após a detenção de vários dirigentes e ex-dirigentes do organismo do futebol mundial.

 

Um porta-voz oficial de David Cameron, que se encontra em visita a vários países europeus, esclareceu que o governante defende uma reforma da FIFA e "apoia totalmente" a Federação Inglesa de Futebol (FA) em estar ao lado do candidato Ali Bin Al Hussein.

"A responsabilidade na administração do futebol é dos seus administradores, mas a Federação Inglesa, e nós apoiamos totalmente a FA, apoia a candidatura do príncipe Ali", referiu o porta-voz.

Questionado se Inglaterra deveria receber o Mundial2018, a mesma fonte esclareceu que apesar de muitos britânicos terem ficado dececionados com a derrota [a organização foi atribuída à Rússia], o foco deve estar "na investigação e na reforma da FIFA". 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou na quarta-feira nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude. 

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

Lusa/SOL