Vida

Bruce Jenner revela-se como Caitlyn

A mudança foi acontecendo aos poucos. Primeiro o nariz ficou mais afilado e os lábios mais cheios; depois, se uma revista mostrava as mãos cuidadas e os anéis femininos, outra chamava a atenção para o cabelo comprido.

A nova imagem do padrasto de Kim Kardashian DR

Há cerca de um mês, e depois de um longo silêncio e inúmeros rumores, o antigo e popular atleta olímpico norte-americano Bruce Jenner, que a esta fama acrescentou a de ser o padrasto dos irmãos Kardashian e pai da modelo Kendal Jenner, confirmou ao mundo que sim, tinha deixado de ser homem e era agora “uma mulher”.“Para todos os efeitos, sou uma mulher” declarou à cadeia de televisão ABC, numa entrevista divulgada a 24 de Abril.

Mas a sua imagem não era diferente da que ia aparecendo nas revistas, vestido com roupas de homem e referindo-se a si mesmo com um pronome masculino, “ele, Bruce”.

Hoje, a revista Vanity Fair mostrou-o como se sente, uma mulher. E revelou o nome feminino que escolheu: Caitlyn.

Uma estreia em grande, com fotografias tiradas pela estrela Annie Leibovitz  - que captou imagens tão marcantes como John Lennon, nu, ‘enroscado’ em Yoko Ono na capa da Rolling Stone em 1980, horas antes de ser assassinado, ou Demi Moore nua e grávida em 1991, também na Vanity Fair – e texto de Buzz Bissinger, vencedor de um prémio Pulizer, um dos mais importantes no jornalismo.

Caitlyn Jenner comparou a sessão fotográfica à vitória que Bruce conquistou no decatlo, nos Jogos Olímpicos de 1970. “Esse dia foi bom, mas os últimos dias foram melhores… Esta sessão é sobre a minha vida e sobre quem sou enquanto pessoa. Não é a fanfarra, não é o aplauso das pessoas no estádio, não é ir na rua e receber pancadinhas nas costas. Isto é sobre a minha vida”.

A Vanity Fair conta ainda que Caitlyn teve um “ataque de pânico no dia após a cirurgia de 10 horas que transformou a sua cara na de uma mulher, a 15 de Março”, uma “reacção  humana e temporária”, e acrescenta que “não fez cirurgia genital”.

Bruce, fundamentalmente, não queria morrer sabendo que "tinha dado cabo da vida toda".

Pode saber mais aqui. E para ler toda a reportagem, que demorou vários meses a fazer, basta esperar uma semana. Como é normal nos EUA a edição de Julho desta revista estás nas bancas bem mais cedo, a 9 de Junho.

teresa.oliveira@sol.pt