Internacional

Descartada hipótese de sobreviventes no naufrágio do Yangtzé

As autoridades da China descartaram hoje a possibilidade de existirem mais sobreviventes do naufrágio, ocorrido na segunda-feira, no rio Yangtzé.


Apenas 14 das 456 pessoas que seguiam a bordo do navio de cruzeiro foram resgatadas com vida após o naufrágio, o pior registado na China em quase 70 anos, e "numa investigação abrangente e a análise dos factos" mostram que a probabilidade de encontrar mais sobreviventes é "cada vez mais diminuta", disse um porta-voz do Ministério dos Transportes.

Segundo o mais recente balanço oficial, foram confirmados 82 mortos.

"Tendo em conta a avaliação geral de que não há possibilidade de sobrevivência, as autoridades decidiram endireitar o navio, afirmou Xu Chengguang, uma operação que foi iniciada na noite de quinta-feira e actualmente em curso.

Parte do navio sinistrado foi retirada da água, como informa hoje a agência Xinhua, permitindo ver o nome do navio "Estrela Oriental" grafado em caracteres chineses no casco.

O barco - com quatro andares e 76 metros de comprimento - navegava há três dias entre Nanjing e Chongqing, um popular cruzeiro turístico ao longo do rio Yangtze.

A maioria dos passageiros tinha mais de 60 anos.

Atingido por ventos que sopravam a mais de 110 quilómetros à hora, o barco virou-se no espaço de apenas um ou dois minutos.

O Yangtze, ou Chang Jiang (grande rio), como lhe chamam os chineses, é o terceiro maior do mundo, a seguir ao Nilo e ao Amazonas, com 6.300 quilómetros de extensão.

Lusa/SOL

 

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