Sociedade

João Araújo: 'O senhor engenheiro não verga nem quebra'

O advogado de José Sócrates classifica a manutenção da prisão preventiva aplicada ao ex-primeiro-ministro como uma “vingança” do procurador Rosário Teixeira e do juiz de instrução criminal Carlos Alexandre. João Araújo disse, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, que o Ministério Público e o juiz de instrução criminal estão há seis meses a “tentar vergar” o ex-primeiro-ministro. Mas conclui: “O senhor engenheiro já mostrou que não verga nem quebra.”

Questionado pelos jornalistas, Araújo disse ainda que a decisão hoje conhecida não “surpreendeu, desiludiu ou pasmou” Sócrates: “Foram seis meses sem ter nada, seis meses a inventar, chegando a pontos de completa inverosimilhança.”

O advogado considerou que em causa está “uma perseguição pessoal e política”, adiantando que já não reconhece direito neste caso.

A defesa do ex-governante anunciou nos últimos dias que iria recorrer de qualquer decisão que não passasse pela libertação. Após ser conhecida a decisão, João Araújo esclareceu que irá agora analisar os fundamentos da manutenção da medida de coacção, juntamente com o seu colega Pedro Delille, para definir os próximos passos.