Economia

Dielmar: Ser ou não ser uma PME

Após ter sofrido com a crise, a Dielmar está de novo a crescer em facturação e é até previsível que o quadro de 400 colaboradores venha a engordar. Porém, esse aumento afasta ainda mais a empresa de eventuais fundos comunitários: pelo facto de ter mais de 250 funcionários não é elegível como PME para programas que ajudariam a «alavancar» áreas como a formação.

«No caso das indústrias de mão-de-obra intensiva e mais tradicionais, quanto mais valor acrescentado dermos ao produto mais trabalhadores temos de ter. Exigia-se um tratamento diferente para realidades diferentes», queixa-se Ana Paula Rafael.

A administradora tem exposto o problema a vários governantes – o ministro da Economia, António Pires de Lima, esteve em Alcains em Maio –, mas sem resultados práticos. «Dizem-nos que vão estudar o assunto», revela.  A Dielmar pede ainda uma discriminação positiva devido aos custos acrescidos da interioridade. Quase todos os quadros são provenientes de Lisboa e Porto e as deslocações a essas cidades para levar clientes estrangeiros à fábrica são constantes.

Ana Paula Rafael nota que o custo das portagens na A23 é superior, por quilómetro, ao da A1: «Deveria haver condições favoráveis para quem gera riqueza e produtos transacionáveis não consumidos localmente».