Sociedade

Campanha anti-aborto dá polémica

O capelão da Universidade Católica de Lisboa demarca-se da campanha anti-aborto que esta semana agitou as redes sociais e foi publicada na sua página no Facebook. Nas fotografias, jovens estudantes empunham cartazes com a imagem de um feto e a pergunta: “Gostava de ser esquartejado vivo? Ele também não”.

Estudantes da Católica querem mostrar que os seres humanos valem mais do que caracóis. DR
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O capelão da universidade, padre Hugo Santos, disse ao SOL que “esta iniciativa não partiu da capelania, mas de alguns alunos” que pediram a publicação das imagens no Facebook deste serviço da universidade, que é gerida por outros estudantes da Católica. O padre teve conhecimento da publicação, à qual não se opôs “por estar dentro da lei e poder despertar consciências”.

A “iniciativa espontânea” dos alunos surge depois de um grupo de activistas dos animais ter lançado nas redes socais uma outra campanha controversa em defesa dos caracóis onde se lia: “Gostava de ser cozido vivo? Ele também não”.

Na página da Capelania, “estes alunos quiseram alertar para o facto de, antes dos caracóis, ser necessário despertar consciências para o problema grave do aborto, que destrói tantas vidas humanas diariamente” –  respondeu ao SOL um dos gestores da página.

Comentários bloqueados

As fotografias foram sendo partilhadas e correram as redes sociais. Provocaram uma avalanche de comentários a favor e contra e foram alvo de artigos de opinião em blogues católicos. A própria Capelania bloqueou as opiniões deixadas às imagens na sua página. “Os comentários a este artigo serão eliminados” – lê-se numa nota, onde se explica “que este espaço não é o fórum para discussões” e se encaminham quaisquer questões para mensagem privada, prevenindo desde logo que “linguagem abusiva e ofensas gratuitas não serão consideradas”.

Na universidade, a iniciativa não terá tido grande impacto. Contactada pelo SOL a vice-reitora da Católica, Isabel Capeloa Gil, explicou que a instituição desconhece a campanha e salientou que  “os alunos da universidade têm liberdade de opinião”.

joana.f.costa@sol.pt