Internacional

Tsipras diz que credores não aceitaram propostas gregas

O primeiro-ministro grego afirmou esta quarta-feira que os credores internacionais não aceitaram as propostas apresentadas pela Grécia para a extensão do empréstimo, avança a agência Bloomberg, citando fonte do Executivo de Atenas.

A declaração de Alexis Tsipras veio na sequência de uma contraproposta apresentada pelos credores a Atenas, incluindo sobretudo exigências do Fundo Monetário Internacional.

A Associated Press explica que o FMI critica as propostas gregas por estarem mais focadas no aumento de impostos - o que pode prejudicar a economia -, do que em cortes na despesa. 

Na sua conta no Twitter, Tsipras revelou a sua perplexidade, considerando que desde que os resultados apareçam os credores não se devem pronunciar sobre as medidas específicas adoptadas por um país soberano.

"A repetida rejeição de medidas equivalentes por determinadas instituições nunca aconteceu, nem na Irlanda nem em Portugal".

"Esta posição estranha parece indicar que ou não há interesse num acordo ou que estão a ser apoiados interesses específicos", concluiu.

Tsipras prepara-se para reunir com o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, com a directora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde e com o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker. Esta é a última hipótese para chegar a um acordo antes do final do prazo para pagar ao FMI cerca de 1,5  mil milhões  de euros, no próximo dia 30 de Junho.

Ainda esta manhã, "dirigindo-se aos seus colaboradores antes de deixar Atenas com destino a Bruxelas", o primeiro-ministro queixou-se "da insistência de certas instituições (credoras) que não aceitam medidas compensatórias", indicou ainda uma fonte do Governo helénico citada pela agência France Presse (AFP). 

A AFP confirma que Tsipras referia-se ao FMI, segundo indicou uma outra fonte governamental. 

O governo grego apresentou na segunda-feira um pacote de medidas para conseguir atingir as metas fiscais estabelecidas pelos credores. Estas incluem o aumento de impostos sobre as empresas e pessoas com rendimentos mais altos.

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* com Lusa