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Saiba como proteger as crianças do ciberbullying

O ciberbullying tem vindo a tornar-se num grave problema. Sabia que uma em cada quatro crianças com idades entre os 12 e os 17 anos já sofreu de cyberbullying? As consequências podem ser graves: as crianças tornam-se muitas vezes mais reservadas e introvertidas, o seu rendimento escolar ressente-se e podem apresentar condutas agressivas, depressivas e em casos extremos chegar a mutilar-se ou mesmo suicidarem-se. Há ainda muito que os pais podem fazer, oferecendo apoio no momento adequado e iniciando uma conversa sobre o problema, como aconselham os especialistas da Kaspersky Lab.

A Kaspersky trabalhou conjuntamente com psicanalistas infantis de todo o mundo para elaborar uma lista de recomendações sobre como apoiar as vítimas do assédio online e elaborou uma lista com os principais conselhos.

Estar ao lado da criança, sem juízos de valor, simplesmente com carinho e aceitação. Nesta etapa, necessitam de ouvir que os pais estão ali para o apoiar, independentemente do que se passe ou do que tiverem feito.

Não se deve menosprezar o sucedido. Nesse momento, é o mais importante na vida do seu filho. No seu estado emocional vulnerável, a criança não é capaz de pensar de forma racional, pelo que é importante transmitir-lhe que entendemos a seriedade da situação e que a sua dor é justificada.

Ainda não é o momento para uma discussão racional. Não sugira que a criança pode ter provocado a situação, mesmo que isso corresponda à verdade. Isto poderia criar uma barreira entre pais e filhos, por pensarem que não são entendidos.

É preciso uma verdadeira empatia. É importante que a criança entenda que sente o que ele sente. Explique-lhe que passou por situações similares, talvez não na Internet, mas cara a cara, e que foi difícil para si. Não sugira que sofreu mais do que eles ou que resolveu a situação sem ajuda de ninguém porque foi forte. Diga-lhe que o que mais precisava nesse momento era uma pessoa que o ouvisse, que o entendesse, que estivesse consigo.

Só depois ter ganho a confiança da criança, e isto é algo que demora o seu tempo e não deve ser precipitado, pode começar a falar do incidente. Não tente prever o que a criança vai dizer. Deixe-o tomar a iniciativa de contar, pelas suas próprias palavras, o que se passou. É importante que se libertem da carga por sua iniciativa.