Politica

Governo dá 300 mil euros a crianças e jovens portugueses na Europa

O governo vai disponibilizar 300 mil euros para um projeto piloto de internacionalização do Programa Escolhas, que apoia crianças e jovens em situação de vulnerabilidade e exclusão social, anunciou hoje em Londres o secretário de Estado Pedro Lomba.

Reino Unido, Suíça e França foram os países escolhidos para replicar um programa, que funciona desde 2001 em território nacional, sobretudo com jovens descendentes de imigrantes e minorias étnicas. 

O secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, que tutela o Alto Comissariado para as Migrações, entidade responsável pelo Escolhas, justificou esta expansão com as "necessidades de inclusão social nas nossas comunidades".  

"Somos um país que hoje é também um país de emigração, e temos questões sociais às quais temos de atender", admitiu Pedro Lomba, em declarações à agência Lusa.  

O programa identificou como áreas prioritárias o apoio à educação e à aprendizagem, a integração digital, o fomento ao empreendedorismo, a aquisição de competências profissionais e sociais. 

Os projetos são realizados por entidades locais, que apresentam as suas propostas para uma duração de três anos. 

O Centro comunitário de Apoio à Comunidade Lusófona em Londres foi escolhido para parceiro no Reino Unido, com o objetivo de oferecer atividades para crianças e jovens dos seis aos 18 anos. 

A proposta está atualmente na fase de diagnóstico, devendo ser apresentada em outubro para começar a funcionar em janeiro de 2016, segundo os responsáveis do Centro. 

Também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, reconheceu que as vagas recentes de emigração portuguesa para países europeus criaram dificuldades de integração, sobretudo de jovens e crianças. 

"São problemáticas sociais muito específicas, problemas que não são completamente novos, mas que, no contexto da Europa, não têm melhorado", disse à Lusa. 

Cesário rejeitou a existência de uma vaga de situações de marginalidade ou desinserção social, mas assumiu que "ciclicamente, vamos tendo notícias de casos preocupantes".

Lusa/SOL