Internacional

Netanyahu acusa ONU não estar interessada nos Direitos Humanos

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou hoje o Conselho de Direitos Humanos da ONU de "não estar interessado em factos, nem em direitos humanos", reagindo à resolução que condena impunidade dos crimes cometido em Gaza.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou hoje uma resolução a condenar a impunidade dos crimes cometidos durante a ofensiva em Gaza, no verão passado.

"No mesmo dia em que dispararam contra Israel do Sinai e enquanto o Estado Islâmico (ISIS) comete ataques terroristas contra o Egito e (Bashar Al) Asad assassina o seu povo na Síria e a execuções arbitrárias aumentam no Irão, o Conselho de Direitos Humanos da ONU decide condenar Israel por atuar para se defender de uma organização terrorista assassina", afirmou, em comunicado, Benjamin Netanyahu. 

No comunicado, o primeiro-ministro israelita referiu também que Israel é uma "democracia estável no Médio Oriente", que respeita a igualdade de direitos e "atua de acordo com a legislação internacional".

Benjamin Netanyahu acusou o conselho de ter aprovado mais decisões contra o seu país do que em relação a outros e assegurou que "Israel vai continuar a defender os seus cidadãos".

O Conselho de Segurança da ONU adotou hoje uma resolução na qual pede às partes envolvidas no conflito da Palestina que colaborem na investigação preliminar que o Tribunal Penal Internacional está a realizar aos 50 dias de ataque à faixa de Gaza.

Na resolução, o conselho afirma estar "alarmado com a prolongada e sistemática impunidade transgressões ao direito internacional, o que permitiu a repetição de graves violações sem que tenham ocorrido consequências".

Uma missão para investigar os acontecimentos, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, lamentou recentemente que não tenham sido julgados os culpados pelos graves crimes cometidos.

A resolução deplora a falta de cooperação de Israel com a missão ao não permitir aos organismos internacionais de direitos humanos investigar alegadas violações do direito internacional nos territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.

A comissão acusou as Forças Armadas israelitas e os grupos armados palestinianos de cometerem atrocidades que podem constituir crimes de guerra durante os confrontos ocorridos entre julho e agosto de 2014.

Lusa/SOL