Internacional

Tsipras agradece a Varoufakis ‘incansável esforço’ na defesa do país

O primeiro-ministro grego agradeceu ao ministro das Finanças demissionário, Yanis Varoufakis, o "incansável esforço" na defesa dos interesses da Grécia nas negociações com os parceiros da UE, disse o porta-voz do executivo, Gavriil Sakelaridis.

Varoufakis anunciou a demissão para facilitar um acordo com os credores e, depois da reunião de Alexis Tsipras com os líderes dos partidos políticos gregos, com exceção dos neo-nazis, que está a decorrer agora no palácio presidencial, o governo vai anunciar o sucessor, esclareceu.

"O primeiro-ministro sente a necessidade de agradecer o incansável esforço (de Varoufakis) para defender a posição e os interesses do governo e do povo grego em condições muito difíceis", sublinhou o porta-voz.

Sakelaridis reconheceu o "papel de líder" que Varoufakis desempenhou nas negociações com os credores desde que o partido Syriza ganhou as eleições gerais em 25 de janeiro.

Desde então, Varoufakis tem sido a figura mais controversa no estrangeiro e nas reuniões do Eurogrupo muitos ministros queixavam-se, mais ou menos abertamente, da dificuldade de negociar com o titular das Finanças grego.

Em abril, Tsipras decidiu reduzir o papel de Varoufakis nas negociações em Bruxelas e deixou de facto o comando das negociações a cargo do vice-ministro das Relações Internacionais Económicas, Euclid Tsakalotos.

Em comunicado, Varoufakis explica ter sido informado "da preferência de alguns membros do Eurogrupo e de 'parceiros' associados (...) pela (sua) ausência das reuniões, uma ideia que o primeiro-ministro considerou potencialmente útil na obtenção de um acordo".

Esta escolha de Tsipras, reforçado com a vitória do "não" com 61,3% dos votos no referendo sobre as propostas dos credores, surge algumas horas após um encontro, em Paris, da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, François Hollande, numa altura em que a continuação da Grécia na zona euro continua a ser incerta.

Atenas está convencida de que as negociações sobre as reformas e as medidas orçamentais, debatidas com a UE e o Fundo Monetário Internacional nos últimos cinco meses, podem ser retomadas a partir de hoje.

Lusa/SOL