Internacional

Grécia. Já há acordo

Os chefes de Estado e de Governo da zona euro, reunidos em Bruxelas desde domingo à tarde, chegaram hoje de manhã a um acordo sobre a Grécia, ao cabo de 17 horas de negociações, anunciou o primeiro-ministro belga.


"Acordo", anunciou Charles Michel na sua conta na rede social twitter.

Donald Tusk também confirmou este acordo no Twitter: "A cimeira da zona euro alcançou um acordo por unanimidade. Está tudo pronto para um programa de ajuda para a Grécia por via do Mecanismo Europeu de Estabilidade, com importantes reformas e um apoio financeiro".

Os líderes alcançaram um acordo sobre um terceiro "resgate" à Grécia, depois de um ultimato a Atenas para aceitar duras reformas económicas sob pena de se tornar o primeiro país a abandonar a moeda única.

"A decisão dá à Grécia a possibilidade de evitar consequências sociais [e] políticas de um resultado negativo", afirmou Tusk, em conferência de imprensa, no final da 'maratona' negocial, advertindo, porém, que "há condições estritas para serem cumpridas".

O euro reagiu ao anúncio elevando-se a 1,1194 dólares um pouco antes das 08h00 (hora em Lisboa).

"A Europa escolheu um roteiro. Contudo, tudo depende agora da sua aplicação", comentou o primeiro-ministro da Estónia, Taavi Roivas, na sua conta na rede social Twitter.

O acordo vem dar luz verde política para o lançamento das negociações sobre o terceiro programa de ajuda à Grécia para os próximo três anos, com um montante estimado entre 82 e 86 mil milhões de euros.

A cimeira extraordinária da zona euro sobre a Grécia, apontada como decisiva para o futuro da Grécia na zona euro, teve início às 16h00 locais de domingo (15h00 de Lisboa), e foi interrompida por diversas vezes para consultas e reuniões à margem devido às diferenças entre as autoridades gregas e os seus credores.

De acordo com várias fontes, o Governo grego liderado por Alexis Tsipras acabou por concordar com a maioria das medidas reclamadas pelos credores, que terá que aprovar a nível legislativo até à próxima quarta-feira, tendo sido as divergências quanto a dois pontos, designadamente o fundo de privatizações reclamado pelos credores, assim como a participação do Fundo Monetário Internacional no novo programa de assistência, que fizeram prolongar em várias horas os trabalhos.

Sem um acordo, a Grécia ficava muito próxima de uma saída da zona euro, o chamado "Grexit".

Portugal está representado no encontro pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que irá dar uma conferência de imprensa.

Lusa/SOL

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