Sociedade

MP suspeita que Salgado escondia bens na ESEGUR

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) recebeu há largos meses uma denúncia anónima que dava conta de que Ricardo Salgado estaria a esconder bens móveis de valor, como obras de arte e relógios, nas instalações da empresa de segurança do Grupo Espírito Santo: a ESEGUR (Espírito Santo Segurança), averiguou o SOL. 

Mas só esta quinta-feita o DCIAP e a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária montaram uma operação de buscas às instalações da empresa no Prior Velho. Na sequência da operação, o director do departamento de segurança da empresa acabou detido, como avançou o SOL esta sexta-feira na edição em papel. Mas apenas porque guardava armas em casa. Nos cofres da empresa, a que este director teria acesso exclusivo, nada foi encontrado. De acordo com informações recolhidas pelo SOL, há indícios de que determinados objectos de valor poderão ter saído das instalações da ESEGUR para o Brasil nos últimos meses. 

Ricardo Salgado está a ser ouvido pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), no âmbito dos processos do universo BES/GES. Há exactamente um ano Salgado foi ouvido por Carlos Alexandre no âmbito do processo Monte Branco. Foi constituído arguido na passada segunda-feira.