Internacional

Bolsas europeias em baixa, preocupadas com forte queda da bolsa de Atenas

As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa, com os investidores preocupados com a queda dos preços das ações na sessão de reabertura na segunda-feira da bolsa de Atenas, que esteve fechada desde 26 de junho. 

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 0,71%, para 3.609,64 pontos.                                                                                                                                  

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam em baixa, a caírem 0,64%, 0,72% e 0,43%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão, que estavam a recuar 0,70% e 0,84%.

Depois de ter aberto em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 08:45, o principal índice, o PSI20, estava a desvalorizar-se 0,67%, para 5.707,27 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou na segunda-feira em baixa, com o Dow Jones a cair 0,52%, para 17.598,20 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0959 dólares, contra 1,0973 dólares no fecho de segunda-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na segunda-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,0951 dólares.

Depois da forte queda da bolsa de Atenas na segunda-feira na sessão de reabertura depois de ter estado fechada desde 26 de junho, a atenção dos investidores vai estar hoje focada na travagem da economia da China e na incerteza em Puerto Rico, após o país da América Central não ter conseguido pagar um vencimento de dívida.

Na China, a intervenção do Governo nos mercados está longe de ter controlado a situação e hoje a bolsa de Xangai suspendeu quatro contas de investimento às quais acusa de realizar "transações anormais".

A bolsa de Atenas, que chegou a cair mais de 23% na segunda-feira, reabriu com operações ilimitadas para os investidores estrangeiros, mas com muitas restrições para os nacionais devido à manutenção do controlo de capitais, vigente desde 29 de junho.

A bolsa grega fechou a 26 de junho, depois do BCE ter recusado subir o 'plafond' de empréstimos através do mecanismo de liquidez de urgência denominado ELA nas siglas em inglês (Emergency Liquidity Assistance), em resposta à rutura das negociações entre a Grécia e os credores e a convocação de um referendo para 5 de julho, que posteriormente aprovou a aceitação do plano de resgate proposto ao país. 

Entretanto, os mercados continuam atentos às negociações numa nova 'corrida contrarrelógio' entre Atenas e os credores sobre o terceiro resgate, que se prevê que seja de até 86 mil milhões de euros e a três anos e cujas condições o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, espera melhorar.

Segundo o ministério das Finanças grego, as negociações estão a decorrer num "ambiente muito bom" e "fluido".  

Apesar da existência de numerosos obstáculos, os credores bem como Tsipras querem concluir as negociações antes de 18 de agosto para evitar um novo empréstimo intercalar, que seria necessário para fazer frente a pagamentos devidos pela Grécia ao BCE.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu hoje em alta, a cotar-se a 49,74 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,54% do que no encerramento da sessão anterior.

Lusa/SOL