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Mais de 1.000 imigrantes expulsos de Angola

Mais de 1.000 imigrantes ilegais foram expulsos de Angola na última semana de agosto, de acordo com dados disponibilizados hoje à Lusa pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

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Os números dizem respeito ao período entre 27 de agosto e 02 de setembro, com o SME a informar que "afastou" de Angola, por via administrativa e judicial, 1.059 estrangeiros que residiam no país "em situação migratória ilegal".

Este total compara com os 1.497 casos (diminuição de 30%) registados na semana anterior.

O controlo da imigração ilegal tem sido uma prioridade defendida pelo Governo angolano, nomeadamente face à vasta fronteira terrestre, mas depara-se com a falta de meios e recursos humanos suficientes para assegurar essa vigilância.

O Governo de Angola gasta em média cerca de um milhão de dólares (890 mil euros) com o processo - transporte, subsídios e alimentação dos oficiais do SME - de repatriamento de estrangeiros ilegais no país, que este ano somam já cerca de 40.000 pessoas.

Segundo informações que as autoridades angolanas vão tornando públicas, um dos focos da incidência destas situações de permanência ilegal no país acontece no interior norte de Angola, com centenas de cidadãos da vizinha República Democrática do Congo (RDCongo) detidos no garimpo, também ilegal, de diamantes.

Os números oficiais mais recentes do SME indicam que estão contabilizados, através dos Centros de Detenção de Estrangeiros Ilegais, 699 cidadãos detidos por situação migratória irregular, que "aguardam o regresso para os respetivos países de origem".

São maioritariamente (273) da RDCongo, mas há também 123 cidadãos da Guiné-Conacri na mesma situação, de acordo com os mesmos dados.

Ainda segundo o balanço mais recente do SME, no mesmo período, por infrações migratórias, foram aplicadas multas a 145 cidadãos e 30 empresas.

Lusa/SOL