Vida

As nossas casas são um zoo

Um estudo conduzido por duas universidades norte-americanas e pelo Museu de História natural de Copenhaga (Dinamarca) chegou a uma conclusão, digamos, assustadora: nos nossos lares podem contabilizar-se mais de 125 mil bactérias e mais de 72 mil tipos de fungos. Nota: as casas analisadas, todas nos EUA, eram limpas com regularidade e preservavam condições de higiene que correspondem ao padrão do mundo ocidental.

Ou seja, a partir deste dado o site da revista Science & Vie concluiu que os resultados podem ser extrapolados facilmente para a Europa Ocidental. Os investigadores entraram literalmente porta adentro de 1142 casas e apartamentos norte-americanos e colheram e sequenciaram geneticamente 2284 amostras destes seres microscópicos. Aqui chegam então mais dados interessantes: há, por exemplo, micróbios próprios dos homens e outros ‘exclusivos’ das mulheres. O ratio encontrado no estudo demonstra que os primeiros alojam mais bactérias do que as segundas.

Por outro lado, a existência de animais domésticos no lar duplica o número de bicharocos microscópicos nos habitantes da casa. Do mesmo modo há bactérias típicas de cães, gatos ou pássaros que circulam pelo espaço doméstico. Quanto aos fungos, os cientistas encontraram uma correlação direta entre os que existem no meio ambiente exterior e o espaço da casa. Ou seja, para estes seres as paredes não são barreiras.

Mas descansem as almas. A maior parte destas bactérias, dizem os cientistas, são benéficas, convivemos com elas há milhares de anos e algumas até são fundamentais para a construção e consolidação do sistema imunológico das crianças.