Internacional

Adolescente detido por planear atentado contra o papa

A polícia federal norte-americana (FBI) divulgou que deteve no passado mês de agosto um adolescente de 15 anos que alegadamente planeava um atentado durante a próxima visita de um alto dignitário estrangeiro aos Estados Unidos.


O canal de televisão norte-americano ABC News indicou hoje que o alvo do ataque seria o papa Francisco, que deverá chegar aos Estados Unidos a 22 de setembro para uma visita de seis dias, ao longo dos quais irá passar por Washington, Nova Iorque e Filadélfia.

O menor detido na cidade de Filadélfia (nordeste) "inspirou-se no grupo [extremista] Estado Islâmico (EI) e procurou realizar um ataque desenvolvido em solo nacional [norte-americano]", referiram o FBI e o Departamento de Segurança Interna norte-americanos, num comunicado conjunto divulgado na segunda-feira.

O atentado planeado "implicava vários ataques, armas de fogo, diversos explosivos e visava um dignitário estrangeiro, por ocasião de um evento de grande nível de importância", precisou a mesma nota informativa conjunta, que não menciona o nome do papa Francisco.

O jovem de 15 anos adquiriu via 'online' métodos de fabricação de explosivos, bem como divulgou-os posteriormente na Internet, informou ainda a polícia federal norte-americana.

De acordo com o FBI, este caso ilustra a "vulnerabilidade" de uma pequena parte da juventude norte-americana, que é permeável aos conceitos 'jihadistas' promovidos pelo grupo radical sunita.

Fontes consultadas pelo canal ABC News indicaram, no entanto, que o nível de perigosidade do adolescente era moderado, observando que a saúde mental do menor era questionável.

Segundo as mesmas fontes, o menor não representava uma ameaça iminente, uma vez que revelava mais intenção do que desejo de ação.

Esta primeira visita do papa Francisco aos Estados Unidos representa um desafio sem precedentes em matéria de segurança para as autoridades norte-americanas.

A visita vai incluir vários momentos ao ar livre e deverá atrair milhões de pessoas.

Lusa/SOL

Os comentários estão desactivados.