Politica

A loucura das sondagens

Há sondagens para todos os gostos e vão ser muitas. Com a RTP e a TVI a fazerem sondagens diárias até ao dia das eleições, não vão faltar estudos para tentar prever o voto dos portugueses. O problema é que os resultados são bem diferentes e, até agora, o mais provável é mesmo um empate entre a coligação Portugal à Frente (PàF) e o PS, já que na maior parte dos casos a vantagem surge dentro da margem de erro do estudo.

Ontem o Expresso e a SIC revelaram uma análise da Eurosondagem segundo a qual o PS tem 35,5% das intenções de voto, elegendo entre 95 a 101 deputados e a coligação apenas 34%, mas mais deputados. Ou seja, apesar de estar 1,5 pontos à frente a PàF consegue 99 a 102 lugares no Parlamento, ficando com um grupo parlamentar maior do que o do PS.

Ontem também a RTP anunciou uma sondagem da Universidade Católica com números bem diferentes. Neste estudo, a coligação surge com 41% das intenções de voto e o PS com 34%.

A Aximage tem ainda números diferentes. Na sondagem feita para o grupo Cofina entre os dias 13 e 17 de Setembro, PSD/CDS e PS estão separados por seis décimas. A coligação surge com uma intenção de voto de 35,3%, enquanto o PS reúne 34,7% das intenções de voto.

As coisas podem baralhar-se ainda mais na segunda-feira quando o Público e a TVI começaram a divulgar as sondagens diárias da Intercampus.

A verdade é que com números tão próximos, o discurso da estabilidade, no caso da coligação, e do voto útil, no caso do PS é cada vez mais evidente. Resta saber que efeito terão.

margarida.davim@sol.pt