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Autópsia revela uso de químico errado em execução de condenado nos EUA

Um recluso executado no estado norte-americano de Oklahoma em janeiro morreu com químicos errados, de acordo com o relatório de autópsia revelado na quinta-feira.

AP Photo/Oklahoma Department of Corrections

A revelação surge depois de a governadora deste estado ter decidido, no mês passado, suspender a execução de outro condenado, Richard Glossip, devido a dúvidas envolvendo o mesmo produto químico.

Na sequência deste relatório, a governadora Mary Fallin anunciou que vai suspender todas as execuções até todas as dúvidas serem afastadas.

"Até termos confiança total no sistema, vamos adiar todas as execuções", afirmou.

Charles Warner, executado a 15 de janeiro em Oklahoma, recebeu acetato de potássio ao invés de cloreto de potássio, de acordo com o relatório de autópsia obtido em primeira mão pelo jornal The Oklahoman.

Apesar de testemunhas presentes na execução terem dito que Warner, com 47 anos, não mostrou sinais físicos de sofrimento, o homem demorou 18 minutos a morrer e terá dito "O meu corpo está em chamas".

O relatório de autópsia revela que, apesar de as seringas usadas para injetar Warner estarem marcadas com etiquetas a dizer "cloreto de potássio", a caixa com os frascos usados para encher as seringas estava identificada como tendo acetato de potássio.

O cloreto de potássio deve causar uma paragem cardíaca e os especialistas garantem que os dois produtos não se podem trocar.

A execução de Warner estava inicialmente agendada para abril de 2014, na mesma noite da execução de Clayton Lockett, que demorou 40 minutos a morrer e obrigou a uma investigação aos métodos utilizados.

Lusa/SOL