Politica

Os pontos críticos e as pontes de contacto entre PS e Coligação

Com um acordo de Governo assinado na quarta-feira, os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, estão reunidos esta sexta-feira reunidos com o secretário-geral do PS, António Costa, na sede dos sociais-democratas, para procurar condições de governabilidade.

Os pontos mais críticos

Bloqueio parlamentar

PSD e CDS têm a noção de que o Parlamentovai ser o palco central da política. E teme-se que uma maioria de esquerda bloqueie a governação. «No limite, pode haver pedidos de apreciação parlamentar sistemática de propostas de lei do Governo», avisa um social-democrata. Para já, é importante escolher líderes de bancada à altura e da máxima confiança de Passos e Portas.

IRC e IVA da restauração

Garantir a aprovação do Orçamento é uma das prioridades de Passos na conversa com Costa. A descida do IVA da restauração, reclamada pelo PS, e a descida do IRC, prevista pela coligação, podem ser os pontos mais difíceis de negociar.

Plafonamento na Segurança Social

Costa atacou a proposta de plafonamento da PàF por pôr os que mais ganham em risco de serem «lesados da Segurança Social» e denunciouo que diz ser uma privatização. Para Passos,a medida é um ponto de honra. Resta saberse convence o líder do PS.

As pontes de contacto

Recuperação do rendimento

A reposição de salários e pensões e a devolução da sobretaxa de IRS estão tanto no programa da PàF como no do PS, embora a ritmos diferentes.

Segurança Social sustentável

Passos vai garantir a Costa que não haverá cortes de pensões e explicar-lhe as contas que, na sua opinião, tornam o sistema sustentável. Além disso, na coligação acredita-se que, na prática, o que está no programa do PS é um plafonamento vertical, pelo que é mais o que os une do que aquilo que os separa numa matéria considerada central para a próxima legislatura.

Lugares oficiais de destaque

Passos vai oferecer ao PS lugares importantes para garantir aos socialistas que terão uma palavra na próxima legislatura. A presidência da Assembleia da República é um deles, sendo Eduardo Ferro Rodrigues o nome dado como mais provável para suceder a Assunção Esteves. Mas há outros cargos para oferecer, nomeadamente em reguladores, como a CMVM.