Cultura

Homeland contratou artistas árabes e acabou com mensagens subliminares

A produção da série norte-americana Homeland – Segurança Nacional foi sabotada depois de ter contratado dois artistas árabes para grafitarem muros num cenário. Os graffiters aproveitaram a oportunidade e escreveram mensagens contra a série, uma delas acusando-a a de ser racista.

Sem saber o significado dos escritos árabes que Heba Amin e Caram Kapp fizeram no cenário de um campo de refugiados sírios que aparece na série, a produção prosseguiu as filmagens com normalidade e o episódio vai mesmo ser transmitido apesar das mensagens.

Entre as frases estão mensagens como “Homeland é racista”, “Homeland é uma piada que não nos faz rir” e “Homeland não é uma série”.

Num esclarecimento publicado no site de um dos artistas e professor universitário egípcio, Heba Amin, o acto é justificado com duras críticas a uma visão estereotipada do mundo muçulmano, assim como a representação de relações políticas falsas como a aliança entre o Hezbollah e a Al-Qaida ou as posições do Irão.

Homeland estreou-se em 2011 e conta a história de um soldado norte-americano que foi resgatado após ter estado refém de terroristas vários anos. Uma agente da CIA desconfia que o militar possa ter-se convertido à causa extremista e a partir daqui desenrola-se todo o argumento que vai já na quinta temporada.