Sociedade

Sínodo: Bispos e cardeais votam documento final

Depois das divisões e das polémicas, o documento final do Sínodo dos Bispos sobre a Família promete mesmo avançar com algumas mudanças em relação aos divorciados católicos que voltaram a casar. Ao fim de três semanas de trabalho, os cardeais e bispos estão neste momento a proceder à votação, ponto a ponto, do documento final, que tem 50 páginas e 94 parágrafos.

Em conferência de imprensa hoje ao final da manhã, o cardeal Christoph Schoenborn disse que o relatório final trará critérios para acompanhar pessoas que estão situações «irregulares». Contudo, o cardeal de Viena, que é também presidente da conferência episcopal austríaca, negou que venha a haver uma determinação geral de «sim ou não», «branco ou preto», para permitir que estes casais possam aceder à comunhão. «Há que discernir, tentar perceber qual é a situação de um determinado casal, ou pessoa. A palavra-chave é a palavra discernimento», afirmou Schoenborn, otimista.

O outro participante no sínodo que hoje falou aos jornalistas, o cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente-delegado do Sínodo, sublinhou a importância deste processo de discernimento, dada a diversidade de situações concretas na Igreja. Damasceno Assis admitiu mesmo que a solução para alguns casais pode «chegar até uma Comunhão plena» com a Igreja.