Sociedade

Agressões a árbitros e a treinador com batalha campal num jogo em Braga

Dois árbitros foram agredidos num jogo de futebol de juvenis no sábado, que acabou logo no início da segunda parte, em Braga, com agressões a um treinador e uma batalha campal fora do estádio, em frente à Polícia Judiciária. A PSP teve que se deslocar em força para o local.

Agressões a árbitros e a treinador com batalha campal num jogo em Braga

O jogo de juvenis entre o Clube Desportivo Maximinense e o Arsenal Clube da Devesa, eternos rivais na cidade de Braga, acabou antes do tempo regulamentar, este sábado, ao ter sido agredido um árbitro por um jogador de 16 anos, enquanto um fiscal de linha foi atingido por uma muleta - tipo canadiana - lançada a partir da bancada. Depois, o mesmo futebolista agrediu o treinador adversário, terminando tudo em batalha campal já na rua.

Ricardo Gomes, de 16 anos, extremo-esquerdo do Maximinense, foi expulso do jogo no início da segunda parte e, segundo vários testemunhos relatados ao SOL, “atirou logo o árbitro ao chão e agrediu-o”. Sebastião Batista, dirigente do Arsenal, contou ao SOL ter “valido os nossos jogadores tirarem o árbitro das mãos dele”, mas “mesmo assim, já depois de retomado o logo, foi lançada uma muleta que atingiu de raspão um dos seus ficais de linha, tendo aí terminado o jogo porque não havia condições para continuar”.

Com as novas regras implementadas já em 2012 pela Federação Portuguesa de Futebol, também as agressões de um espetador determinam o fim imediato do jogo de futebol, o que sucedeu neste caso, embora não tenha sido ainda identificado, pela PSP de Braga, quem atirou a muleta, suspeitando tratar-se de um jovem adepto do Maximinense.

Mas os incidentes não se ficaram pelo campo de futebol, pois segundo Sebastião Batista relatou ao SOL, “o mesmo jogador, Ricardo Gomes, nos balneários agrediu à falsa fé o nosso treinador, João Carlos Nunes, com um soco na face direita”, o que “desencadeou uma batalha campal” e, inclusivamente, na rua em frente à Polícia Judiciária de Braga.

A PSP foi chamada ao local e dominou a situação com agentes de dois carros-patrulha e de uma Secção de Intervenção Rápida, tendo o caso sido participado na 1.ª Esquadra.

O jovem futebolista, que o SOL não conseguiu contactar, nem aos seus pais, é para já o único suspeito apontado na participação policial, desconhecendo-se as razões da atitude que protagonizou numa altura em que as equipas estavam empatadas sem qualquer golo.  

Clube não comenta

O presidente do Maximinense, Luís Gomes, confirmou os incidentes, mas não quis pelo menos para já fazer comentários, justificando que no sábado não estava no local.

O relatório do árbitro, João Ricardo, servirá agora de base ao processo disciplinar, quer ao jovem futebolista, quer eventualmente ao próprio clube de Maximinos. João Ricardo Mendes Silva, de 28 anos, natural e residente em Braga, é filho de um famoso árbitro, Joel Dias. O jovem foi considerado o melhor árbitro da Associação de Futebol de Braga na época de 2011/2012.

 Sem policiamento obrigatório

 Os clubes onde decorrem os jogos de futebol de juvenis não são obrigados a requisitar o policiamento para os seus estádios, desde há três anos. Mas há clubes que continuam a solicitar a GNR ou a PSP, pagando 9,25 euros que correspondem a 10 por cento do seu custo real. Nos jogos de futebol de juvenis, benjamins, iniciados, infantis e femininos, o risco é considerado. O presidente da Associação de Futebol de Braga, Manuel Machado, nunca colocou em causa o policiamento facultativo, aquando da entrada em vigor das novas regras, já em 2012, e explicando não ser habitual ocorrer incidentes nesses jogos.

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