Politica

Vendeu a TAP, vai vender o Novo Banco… e já está a ser atacado por socialistas

Sérgio Monteiro é uma das estrelas do Governo que ainda está em funções, mas não estará no elenco governativo que tomará posse amanhã. Monteiro já tinha feito saber, ainda durante a elaboração das listas eleitorais, que estava de saída da política. Quadro da Caixa Geral de Depósitos, pensava-se que poderia querer voltar à banca. Mas hoje o Público e o Observador garantem que ficará responsável pela venda do Novo Banco.

Segundo a notícia avançada pelo Público, o ainda secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações vai integrar o Fundo de Resolução, a entidade que está a gerir o processo de venda do Novo Banco.

O mesmo jornal garante que Sérgio Monteiro vai manter o vínculo laboral à CGD, estando no Fundo de Resolução em regime de prestação de serviços.

O trabalho que fez na reavaliação das Parcerias Público-Privadas ou a forma como geriu o processo de privatização da TAP fazem com que na coligação se garanta que está entre os preferidos de Passos Coelho.

Mas os mesmos feitos que o fazem estar nas boas graças do primeiro-ministro fazem também com que seja duramente criticado pela oposição, que tem levantado muitas dúvidas não só em relação à TAP, mas também à concessão a privados do Metro do Porto e da STCP.

 

Socialistas falam em “podridão”

Mal se soube a notícia, começaram as reações de socialistas.

“Uma podridão que se alastra”, comentou o dirigente do PS, Ascenço Simões, no Facebook, onde partilhou a notícia do Público.

“A ideia é ficar num bote quando o Titanic afundar”, reagiu o ex-deputado socialista José Magalhães.

 

O que é o Fundo de Resolução?

Criado em 2012, o Fundo de Resolução é uma entidade do Banco de Portugal (BdP) e tem como principal objetivo apoiar financeiramente as medidas adotadas pela instituição liderada por Carlos Costa para salvar instituições financeiras.

O Fundo de Resolução é constituído por contribuições impostas aos bancos, mas também outras fontes de financiamento, como contribuições especiais das instituições participantes, caso os recursos do fundo sejam insuficientes, obtenção de garantias e, excecionalmente, empréstimos ou garantias do Estado.

Segundo a orgânica do Fundo, esta entidade é gerida por três membros que compõem uma comissão diretiva: um membro do conselho de administração do BdP, outro que é nomeado pelo Governo e um terceiro, designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do Governo.

As notícias para já não esclarecem, contudo, que funções irá Sérgio Monteiro assumir no Fundo de Resolução.

margarida.davim@sol.pt