Economia

Montepio quer voltar aos lucros em 2016

O presidente do Montepio Geral, José Félix Morgado, destacou a melhoria dos resultados recorrentes do banco nos primeiros nove meses do ano, apesar do prejuízo apurado, apontando para o regresso aos lucros, pelo menos em termos trimestrais, em 2016.

"É de salientar o início de uma redução dos gastos operacionais [na atividade doméstica], em cerca de 0,9%, acompanhado de um crescimento de 6,8% dos resultados com comissões do segundo para o terceiro trimestre, que reflete já o plano estratégico que tem em vista retomar no mais curto prazo os resultados do Montepio para patamares positivos", afirmou em declarações telefónicas à agência Lusa o gestor.

E acrescentou: "De acordo com o plano estratégico de que falaremos com mais detalhe no próximo mês, em 2016 já teremos trimestres com resultados positivos".

O Montepio Geral registou um resultado líquido negativo de 59,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, quando em igual período de 2014 tinha apresentado um lucro de 19,5 milhões de euros, informou hoje o banco mutualista num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por José Félix Morgado realçou que, apesar do prejuízo apurado, em termos recorrentes houve uma melhoria do resultado líquido de 211,5 milhões de euros para -130,5 milhões de euros (contra o resultado líquido recorrente de -342 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2014).

"Destaco a melhoria dos resultados recorrentes em cerca de 211 milhões de euros, não obstante que, em termos de resultado líquido, este se tenha cifrado em -60 milhões [de euros], ainda determinado pelo peso das imparidades que, apesar de se terem reduzido significativamente, apresentam ainda um valor acima do que é a média do setor e do que é o histórico do Montepio", assinalou José Félix Morgado.

De resto, o responsável apontou ainda para o nível do capital apresentado em setembro pelo banco mutualista, "com o reforço da solvabilidade, traduzida na melhoria do rácio 'core tier 1' de 8,51% para 9,30%" que, segundo o próprio, "reflete, de facto, a concretização de um conjunto de medidas estratégicas que conduziram à mitigação de riscos e a um menor consumo de capital da Caixa Económica" Montepio Geral.

"Por outro lado, também há melhoria da liquidez, que se fixou já em níveis de 90%, bastante acima do mínimo regulamentar e que nos deixa numa posição confortável para as metas já de 2018", realçou.

E concluiu: "Esta evolução reflete-se na melhoria dos 'ratings' de todas as agências (Moody's, Fitch, Standard and Poor's e DBRS) e reflete a solidez e a liquidez confortável em termos de balanço da Caixa Económica".

Lusa/SOL