Estão os serviços de emergência preparados se Portugal for atingido por um tsunami?

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) realiza, hoje e na quarta-feira, um exercício que pretende avaliar o nível de resposta do sistema nacional de proteção civil à eventualidade de uma ocorrência de tsunami associado a um sismo.

Segundo a ANPC, o exercício enquadra-se no projeto europeu "EU WESTSUNAMI", coordenado pela Dirección General de Protección Civil y Emergencias de Espanha, e que conta com a participação da proteção civil de Marrocos e de Portugal.

A ANPC adianta que o cenário escolhido para testar a resposta em matéria de proteção e socorro dos sistemas de proteção civil português, espanhol e marroquino é o correspondente ao do "sismo de Lisboa de 1755".  

No âmbito nacional, o exercício, que conta com a participação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Direção-Geral da Autoridade Marítima, vai permitir testar o Plano Especial de Emergência de Proteção Civil para o Risco Sísmico e de Tsunamis da Região do Algarve (PEERST-Alg).

Nesse sentido, segundo a ANPC, vão ser avaliadas as interligações entre os vários escalões em que se estrutura e organiza a proteção civil e os seus agentes, as comunicações de emergência, o sistema de aviso e alerta para o tsunami, as ferramentas previstas para a gestão das operações de proteção e socorro e os procedimentos destinados ao acolhimento e enquadramento de equipas internacionais projetadas para auxílio de emergência em caso de catástrofe.

A ANPC refere que o exercício tem ainda como objetivo testar os protocolos de comunicação de emergência previstos entre Portugal, Espanha e Marrocos, os três países potencialmente afetados por um sismo similar ao de Lisboa em 1755.

A Proteção Civil realça que a realização do exercício não significa que esteja próximo um tsunami associado a uma ocorrência sísmica, uma vez que estes fenómenos são naturais, súbitos e imprevisíveis, para os quais a ciência não dispõe ainda de capacidade nem de meios para os prever.

Lusa/SOL