Internacional

Ataques perpetrados por pequena célula extremista de Bruxelas

As autoridades francesas acreditam que os atentados de sexta-feira em Paris foram orquestrados em Bruxelas. A informação é avançada pelo LA Times, citando investigadores norte-americanos que estão a acompanhar o inquérito gaulês. Horas antes, já o procurador da República de Paris tinha revelado que três equipas de terroristas haviam agido em “coordenação” nos atentados - com várias pessoas já detidas na sequência de operações policiais no bairro Molenbeek, em Bruxelas. A polícia francesa acredita que há a possibilidade de uma ‘segunda equipa’ ter ontem conseguido escapar, adianta o Le Monde citando fontes policiais. A pista belga foi levantada depois de ter sido encontrado um bilhete de um estacionamento em Molenbeek num carro que terá sido usado pelos terroristas.



- Atualização: Pai e irmão de terrorista do Bataclan foram detidos

Atualização: Segundo o LATimes, os investigadores suspeitam que membros da célula extremista belga tinham um profundo conhecimento da capital francesa. Justificam esta teoria com o facto de os terroristas se terem facilmente movimentado em Paris e terem conseguido atacar diversas partes da capital de forma sucessiva e coordenada.

- Atualização: O procurador François Molins explica que parecem ter estado envolvidas três equipas de terroristas que, no espaço de três horas (entre as 21h20 e as 00h20), semearam o terror na capital: uma foi para o Estádio de França, outra viajava num Seat preto, e esteve presente em vários locais onde houve tiroteios, e a terceira terá usado um VW Polo preto. As suas ações foram coordenadas, usaram o mesmo tipo de armas, bem como coletes com os mesmos explosivos (peróxido de azoto) e detonadores.

Disse ainda que os terroristas no Bataclan invocaram a Síria e o Iraque.

- François Molins, procurador da República de Paris, identificou formalmente um dos atacantes do Bataclan. Trata-se de um indivíduo nascido a 21 de novembro de 1985 em Courcouronnes, na periferia de Paris. Era conhecido da Justiça francesa por pequenos delitos – teve oito condenações entre 2004 e 2010. Nunca tinha sido preso, mas tal como o Libération anunciara, em 2010 foi assinalado como ‘Ficha S’ (ameaça à segurança do Estado) por radicalização.

Um perfil semelhante ao dos homens que levaram a cabo os atentados ao Charlie Hebdo e a um supermercado judaico, a 7 de janeiro.

- O procurador indicou que foram seis os locais atacados, de forma coordenada, pelos terroristas: a esplanada do La Belle Équipe, o bar Le Carillon, o restaurante Le Petit Cambodge, a pizzeria Casa Nostra, a sala de espetáculos Bataclan (onde se registaram mais vítimas) e o Estádio de França. Dos sete terroristas que já se sabe terem morrido nos ataques, apenas um foi abatido pela polícia.


- Atualização: Vários, e não um detido em Bruxelas.


A polícia francesa acredita na possibilidade de uma ‘segunda equipa’ ter ontem conseguido escapar, adianta o Le Monde citando fontes policiais.

Segundo este jornal, foram bilhetes de parque de estacionamento encontrados dentro de um carro com matrícula da Bélgica que levaram ao bairro de Molenbeek, em Bruxelas.

 

 

Três pessoas terão sido interpeladas neste bairro, confirmando o Libération que podem estar ligadas à ‘segunda equipa’ de atiradores. A AP adianta que houve uma prisão.

O Libé adianta que os homens estavam assinalados como representando uma ameaça para a segurança do Estado (tinham a chamada ‘Ficha S’).

Também o terrorista que ontem se fez explodir na sala de espetáculos Bataclan e que já foi identificado como francês, tinha sido assinalado pelas autoridades de segurança interna francesas como ‘Ficha S’.

Deste último, apenas se sabe que era originário de Courcouronnes, em Essonne, nos arredores de Paris.

Por outro lado, os meios de comunicação franceses adiantam que o passaporte sírio encontrado junto de outro dos terroristas que se fez explodir pertencia a um migrante que a 3 de outubro se registou na ilha grega de Leros.

Uma informação confirmada pelo ministro da Administração Interna grego, Nikos Toskas, mas que neste momento as autoridades estão a tratar com pinças porque ainda não se percebeu com certeza se o passaporte corresponde ao homem que se suicidou. Por outro lado, não é incomum o tráfico de passaportes sírios.

O Figaro, por seu lado, explica ainda que os corpos dos kamikazes estarão a ser examinados no Instituto Médico Legal.

E confirma que testemunhas ligaram terroristas a um carro com matricula belga.

teresa.oliveira@sol.pt e