Internacional

Sarkozy pede 'modificações drásticas' na política de segurança

O líder da oposição em França, Nicolas Sarkozy, pediu hoje "modificações drásticas" na política de segurança do presidente francês, François Hollande, durante uma reunião no Eliseu após os atentados terroristas de sexta-feira em Paris.

Sarkozy pede 'modificações drásticas' na política de segurança

AP  


"Disse-lhe que deveríamos construir respostas adequadas, o que implica mudanças na política externa, decisões no plano europeu e uma modificação drástica da nossa política de segurança, no respeito das nossas convicções", declarou Sarkozy à saída do encontro com Hollande.

Sarkozy disse ter apresentado várias propostas a Hollande sobre segurança interna e pedir que se tirem "conclusões das falhas" de segurança e se adotem novos dispositivos, alertando para a necessidade de serem tomadas medidas preventivas com vista à próxima Cimeira Internacional sobre Alterações Climáticas (COP21), em Paris.

Em sua opinião, os atentados em cadeia que causaram pelo menos 129 mortos e 352 feridos é uma situação que exige que todos assumam as suas responsabilidades no que se refere à segurança do povo francês.

"A única coisa que conta é que amanhã os franceses se sintam seguros. Temos que realizar mudanças que permitam garantir a segurança", enfatizou.

No plano internacional, o líder da oposição francesa afirmou que há que "apurar as consequências do conflito na Síria" e disse ser preciso a ajuda internacional, sobretudo dos russos, para combater o Estado Islâmico.

Sarkozy adiantou que a Europa tem que ganhar forças e determinar as condições de uma "nova política de migração" e gerir conjuntamente a vaga migratória e a situação na Síria.

O ex-presidente francês inaugurou uma ronda de consultas que Hollande está a efetuar com os principais líderes políticos para encontrar "unidade" nacional após os atentados.

Durante a tarde, o chefe de Estado terá encontros com os presidente da Assembleia Nacional, Claude Bartolone, e do Senado,Gérard Larcher, e com representantes da extrema-direita Frente Nacional (FN), entre outros.

Lusa/SOL

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