Internacional

Oposição no Kosovo volta a lançar gás lacrimogéneo no parlamento

A oposição kosovar voltou hoje a lançar gás lacrimogéneo no parlamento, enquanto no exterior manifestantes lançavam pedras contra o edifício, para forçar o abandono do acordo de normalização das relações com a Sérvia.

Ignorando o apelo do presidente do parlamento, Kadri Veseli, deputados da oposição lançaram gás lacrimogéneo no hemiciclo e um dos dirigentes da oposição, Albin Kurti, tentou vaporizar ministros e deputados da coligação no governo com gás pimenta.

O presidente do parlamento determinou uma pausa nos trabalhos para permitir aos deputados da coligação abandonar o hemiciclo e reunir-se noutra sala do parlamento, sem os deputados da oposição.

O primeiro-ministro, Isa Mustafa, dirigiu-se aos deputados para condenar um "ato criminoso cometido por indivíduos que deveriam ser objeto de medidas e que deviam responder pelos seus atos perante a lei".

"Não vamos permitir a uma minoria de 30 deputados que impeça o trabalho da maioria parlamentar. Não o podemos tolerar e, garantimos, o parlamento vai trabalhar", disse.

No exterior, a polícia antimotim lançou gás lacrimogéneo contra uma centena de apoiantes do movimento Vetevendosje (Autodeterminação), principal formação da oposição e responsável pelos incidentes no parlamento, que lançavam pedras contra o edifício e contra a polícia.

As forças policiais estabeleceram um perímetro de segurança em volta do parlamento e do gabinete do presidente do Kosovo, Atifete Jahjaga, que hoje à tarde recebe a visita oficial do rei da Jordânia, Abdallah II.

A oposição já interrompeu várias vezes os trabalhos parlamentares lançando gás lacrimogéneo ou ovos e assobiando e apupando os oradores da coligação.

O objetivo é bloquear os trabalhos até ao abandono do acordo concluído em 2013 sob mediação da União Europeia (UE) para a normalização das relações entre a Sérvia e o Kosovo, antiga província sérvia de população maioritariamente albanesa que declarou unilateralmente a independência em 2008.

Para a oposição, o acordo vai comprometer a independência do Kosovo.

Lusa/SOL