Politica

Maria de Belém quer 20 por cento

Maria de Belém definiu-se esta manhã de uma maneira muito objetiva. Normalmente palavrosa, aproveitou a conferência de imprensa informal com um conjunto de jornalistas para dizer duas coisas: que Cavaco Silva está a protelar uma decisão, o que tem custos diretos e indiretos para o país; e que se fosse Presidente da República daria posse a António Costa.


A candidata, ex-ministra da Saúde e ex-presidente do PS, tornou finalmente clara qual seria a sua opção, retirando a Sampaio da Nóvoa e aos outros candidatos à esquerda (veremos se demasiado tarde) a oportunidade de a continuarem a isolar (e fragilizar) em relação ao seu potencialmente eleitorado.

Foi um encontro breve num hotel de Lisboa. Ao seu lado esquerdo sentou-se António Cunha Vaz, apresentado como diretor de comunicação da candidatura – indiciando que a sua campanha poderá ser mais agressiva politicamente do que se poderia esperar. Ao lado direito, Ramos Preto, deputado que enquanto presidente da Comissão Nacional de Jurisdição do PS, em 2010, defendeu a expulsão de militantes socialistas que se candidatassem nas autárquicas contra o PS. Não deixa de ser uma pequena ironia.

Maria de Belém Roseira não confirmou o apoio de António Guterres, pelo menos ainda. Pelos olhares cúmplices da sua equipa pareceu-nos que poderá estar para breve o anúncio. Foi assim lançada a primeira pedra de uma campanha que, como nos foi dito por um dirigente da candidatura, tem como objetivo alcançar os 20 por cento – ‘com um quinto dos votos expressos, Maria de Belém irá à segunda volta’.  

Maria de Belém exige decisão 'sem mais delongas' a Cavaco

luis.osorio@sol.pt

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