Sociedade

Ser atrasado mental não é insulto

Da próxima vez que chamar atrasado mental ao condutor do carro que acabou de fazer uma manobra perigosa pense duas vezes. É essa a mensagem da campanha #NãoÉInsulto, que junta várias figuras públicas, que foram desafiadas a fazerem um post no Facebook e em blogues onde explicam que vão deixar de usar estes termos quando querem denegrir alguém.

Da próxima vez que chamar atrasado mental ao condutor do carro que acabou de fazer uma manobra perigosa pense duas vezes. É essa a mensagem da campanha #NãoÉInsulto, que junta várias figuras públicas, que foram desafiadas a fazerem um post no Facebook e em blogues onde explicam que vão deixar de usar estes termos quando querem denegrir alguém.

“Palavras como atrasado mental ou autista são usadas depreciativamente no dia a dia por muitas pessoas e isso condiciona a forma como a sociedade integra aqueles que são deficientes”, alerta Joana Santiago, presidente da associação BIPP, que trabalha para a inclusão destas pessoas com deficiência na sociedade. “Aqui queremos explicar que é preciso mudar comportamentos”.

A associação lançou hoje esta campanha que apela à colocação de uma fotografia no Facebook mostrando o insulto que se costuma usar e explicando porque não se deve usar este termo, desafiando outras duas pessoas a fazerem o mesmo com as hashtags #NãoÉInsulto e #BIPP, de forma a manter o alerta em movimento.

Ana Garcia Martins, autora do blogue Pipoca Mais Doce, foi das primeiras a aderir. Ao lado da sua fotografia com a palavra “anormal”, explica: “Já falei ao telemóvel enquanto conduzia. Isso faz de mim irresponsável, e não uma anormal”. Também a modelo e apresentadora Iva Lamarão colocou a sua fotografia nas redes sociais mostrando uma folha branca onde surge riscada a palavra ‘Deficiente’.

joana.f.costa@sol.pt