Desporto

Rui Costa defende Rui Vitória

Nem a derrota na Supertaça, as três derrotas em dérbis frente ao Sporting esta época ou o mau momento da equipa no campeonato (4.ª lugar a oito pontos da liderança) abalam a confiança da direção do Benfica no técnico Rui Vitória. O voto de confiança foi dado esta terça-feira por Rui Costa.

"A continuidade de Rui Vitória nem se discute. Em Rui Vitória nem se toca. É normal que os adeptos estejam menos felizes: aceitamos com a certeza de que faremos o melhor pelo clube. Sentimos que as coisas não estão como desejaríamos, mas não estão tão mal como querem fazer parecer e reconhecemos isso. Não nos escondemos, trabalhamos diariamente para melhorar", explicou o administrador da SAD das águias no Cazaquistão, onde o Benfica vai defrontar amanhã o Astana no quinto jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões.

De seguida, passou ao ataque, pedindo "igual tratamento" face aos rivais. "Sinto que o Benfica está a ser demasiado condicionado face a tudo o que se tem passado no futebol português. Não somos passarinhos nem hipócritas. Não queremos nem mais nem menos do que os outros, só igual tratamento. Estamos atentos ao que se passa", afirmou Rui Costa.

Apesar das críticas, recusou esclarecer se estaria a 'passar a bola' a Bruno de Carvalho, presidente do Sporting: "Não importa se é A, B ou C a falar, há muita gente a falar. O Benfica está atento ao que se passa e se isto é para quem falar mais, então nós também sabemos falar. Nós também temos boca, também estudamos português e andamos aqui há muito tempo, sabemos o que se faz para condicionar as arbitragens".

O dérbi de sábado, que os leões venceram no prolongamento (2-1), também não passou em claro ao dirigente encarnado, que aproveitou a ocasião para enviar mais uma 'farpa'. "Tenho ouvido tanta coisa sobre dérbi, mas foi o Benfica que saiu de Alvalade com duas expulsões, 8 amarelos e um penálti por assinalar e as imagens são muito claras".

"Se esta é uma mudança de atitude do Benfica? É um basta. Não somos hipócritas, somos responsáveis pelo nosso trabalho. Só não somos responsáveis quando os condicionalismos vêm de outras parte e não de nós. Não vamos ficar calados a ver o que está a girar à nossa volta", concluiu.

hugo.alegre@sol.pt