Politica

Pedro Marques: da Segurança Social com Sócrates às infraestruturas com Costa

É um dos que integraram os governos de José Sócrates e que agora estão de regresso. Pedro Marques, de 39 anos, é o novo ministro do Planeamento e Infraestruturas, a mais recente designação para as Obras Públicas. Foi secretário de Estado da Segurança Social dos dois Executivos de Sócrates: entre 2005 e 2009, quando o Ministério do Trabalho e Solidariedade Social esteve a ser liderado por Vieira da Silva, e entre 2009 e 2011, quando a pasta esteve entregue a Helena André.

Pedro Manuel Dias de Jesus Marques dedicou-se desde cedo à política e depois da sua experiência governativa foi eleito deputado em duas legislaturas (em 2009, por Setúbal e em 2011, por Portalegre) e chegou a assumir a vice-presidência do grupo parlamentar do PS, tendo a responsabilidade pelas áreas de Orçamento e Finanças. 

Em outubro de 2014 renunciou ao cargo de deputado por razões pessoais, tendo voltado a sua atividade de consultadoria. É economista de formação, tendo concluído o mestrado na vertente economia internacional. É ainda membro do conselho de administração da Fundação Respública, organismo criado em 2008 e presidido por António Vitorino, que se dedica o estudo e ao debate das políticas públicas e que resultou de um compromisso aprovado num congresso do Partido Socialista.

Quando em 2014 renunciou ao cargo de deputado o seu lugar foi ocupado por Sandra Cardoso que uns meses antes, em fevereiro, já o tinha substituído quando o agora ministro decidiu gozar uma licença de paternidade durante um mês, entre 20 de fevereiro e 25 de março.

Segundo explicou depois tinha pensado renunciar ao lugar na Assembleia da República logo em maio, após as eleições para o Parlamento Europeu. Mas o facto de querer apoiar António Costa nas primárias do partido, em 28 de setembro de 2014, acabou por o fazer adiar a decisão. E assim, só um mês depois das primárias e já com Costa na liderança do partido, Pedro Marques se afastou da vida politica ativa.

Tratou-se, disse na época, de ‘uma opção de natureza exclusivamente profissional, depois de ter estado muito tempo em funções políticas em exclusividade’. E que tomou por estar já garantido que se iniciava ‘um novo ciclo político no PS’. Agora regressa, e de novo para dar uma ajuda a António Costa. 

catarina.guerreiro@sol.pt