Politica

Prioridade na Educação vai para o combate ao insucesso escolar

O Governo elege o combate ao insucesso escolar com a sua prioridade e quer chegar ao final da legislatura com uma taxa de retenção residual. Para isso, propõe-se reduzir o que diz ser a "carga curricular excessiva" dos alunos até ao 9.º ano de escolaridade e fomentar a flexibilidade curricular logo desde o primeiro ciclo. Uma das medidas que mais impacto poderá ter na redução dos chumbos nos primeiros anos de escolaridade, e que tem sido defendida por muitos, é o fim dos exames nacionais no 4º.ano. Um desejo do novo governo que não precisou de esperar pela entrada em funções do novo ministro para ser concretizado, uma vez que a Assembleia da República já aprovou a suspensão dos exames já este ano lectivo.


No programa de Governo que entrou esta tarde na Assembleia da República, e que será debatido na próxima semana, lê-se também que o ministério de Tiago Brandão Rodrigues quer apostar na sua expansão e valorização do ensino profissional, propondo-se alargar o leque de cursos e de qualificações.

Em relação a acção social escolar, o governo pretende reforçá-la direta e indirectamente. Ou seja, por equipas educativas da escola a articularem a vertente escolar com a vertente social. Concretamente no que diz respeito aos manuais escolares, o Governo apenas admite que quer assegurar a sua progressiva gratuitidade, através de um "sistema de aquisição e retorno" desses livros.


Lugar na creche para as crianças com três anos

Nos mais novos, o Governo quer garantir, até ao final da legislatura, que todas as crianças com mais de três anos têm acesso à escola e encontram vaga na rede pública de pré-escolar. Uma medida consensual que constava, alias, do programa de governo da coligação da direita.


Governo promete acabar com o regime de qualificação

No que diz respeito aos professores, os socialistas querem criar condições para a estabilidade do corpo docente. Prometem fazê-lo através "da vinculação" e da revogação do regime que requalificação, ou seja, a chamada mobilidade que coloca os professores noutras funções no primeiro ano e com uma redução do seu salário.

As boas notícias para a classe docente passam também pelo recrutamento dos docentes contratados. O Governo de António Costa quer acabar com a prova de avaliação dos professores, que tanta polémica causou no tempo de Nuno Crato. Mas esta é mais uma promessa da esquerda que não precisou de um governo em funções para desaparecer, pois foi revogada pelo Parlamento.

‘Confiança e esperança’ no programa do Governo do PS

rita.carvalho@sol.pt

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