Na região chinesa as mães são muitas vezes olhadas com reprovação quando estão a amamentar na rua

Restaurantes de Hong Kong promovem amamentação em público

Portugal não é o melhor exemplo em termos de aleitamento materno e amamentação em público, mas há países e regiões ainda piores. Em Hong Kong, a percentagem de mães que amamentam os seus filhos é tão baixa que mais 60 restaurantes lançaram uma campanha de promoção, com benefícios para as clientes que o queiram fazer. E a ideia é aumentar.

Os espaços que adiram a esta campanha – que está em linha com as recomendações da UNICEF e da Organização Mundial de Saúde sobre amamentação – prometem treinar os funcionários para ajudarem as mães que queiram amamentar no local. Pretendem ainda definir espaços próprios para esse efeito, por vezes mais resguardados, e até dar prioridade no atendimento para mães com bebés em idade de amamentação.

Segundo o South China Morning Post, em Hong Kong as mães são olhadas de lado, por vezes com reprovação, se estiverem a amamentar. Por outro lado, o jornal indica ainda que em 2012 – após a saída das mães do hospital – apenas 22% das mães amamentava em exclusivo durante um mês, e aos seis meses de idade apenas 2,7% dos bebés estavam a mamar. Já em Taiwan a taxa de amamentação exclusiva era de 27,9% em 2013, e 16,4% nos Estados Unidos.

Em Portugal, segundo uma notícia recente, 22,1% dos bebés recebiam aleitamento materno em exclusivo até aos seis meses em 2013, melhor do que Hong Kong ou os Estados Unidos, mas longe das recomendações da OMS, que defende a amamentação exclusiva até essa idade, a não ser nos casos em que não seja possível.

emanuel.costa@sol.pt