Politica

Passos recusa Conselho de Estado

Passos Coelho já decidiu ficar fora do Conselho de Estado. Também decidiu convidar Francisco Pinto Balsemão para liderar a lista que o PSD vai apresentar e submeter a votação na Assembleia da República, na próxima sexta-feira. Uma lista que vai concorrer com a apresentada pelo PS e a restante esquerda.


O líder do PSD só admite voltar ao órgão de consulta do Presidente da República se e quando voltar a ser primeiro-ministro. Nesse caso, tem lugar por inerência.

A decisão de Passos Coelho foi tomada ontem. Ao que o SOL apurou junto de fonte do presidente dos sociais-democratas, Passos «não tem apego ao lugar» e queria ouvir o partido sobre esta questão nas reuniões da Comissão Permanente, da Comissão Política e do Conselho Nacional que se realizaram até ao final do dia.

O facto de Francisco Pinto Balsemão já ser atualmente membro do Conselho de Estado, a ligação que tem ao partido enquanto militante número um e a estima que Passos tem pelo fundador do PSD são argumentos que jogam a favor da indicação do seu nome para liderar a lista de candidatos a representantes do Parlamento no Conselho de Estado. O certo é que se não fosse desta forma Balsemão não integraria o próximo Conselho de Estado, na quota do Presidente da República, caso o eleito seja Marcelo. A má relação com Balsemão vem dos tempos do Expresso.


PSD cede um lugar ao CDS

Passos Coelho manifesta ainda abertura para ceder um lugar ao CDS e esta será uma matéria a abordar hoje mesmo num encontro com  Paulo Portas.

Caso Passos Coelho tivesse optado por integrar a lista, tudo apontava para que do lado do CDS pudesse vir a ser também o próprio líder a integrar a mesma lista para a eleição dos cinco membros do Conselho de Estado, que vai ser votada no dia 18 na Assembleia da República.

Afastado este cenário, o mais certo é Portas ficar de fora. E um dos nomes mais prováveis do lado dos centristas para ser indicado na lista da Assembleia da República é o de António Lobo Xavier.

Bagão Félix seria outro centrista com perfil - mas o ex-ministro das Finanças e da Segurança Social integra a atual composição do Conselho de Estado na quota dos nomes indicados pelo Presidente da República, mantendo-se em funções até ao momento da saída de Cavaco Silva (em março), pelo que não pode fazer parte da lista que será votada pelo Parlamento. Adriano Moreira, Luís Queiró ou Nogueira de Brito são outros ‘senadores’ elegíveis.

Leia este artigo na íntegra na edição em papel do SOL. Já nas bancas

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