Internacional

Novo ataque violento de Putin à Turquia

Vladimir Putin disse hoje não ver “perspectivas” de reconciliação com a Turquia depois do abate de um caça russo junto à fronteira da Síria com a Turquia em Novembro. “Os turcos decidiram lamber a América num certo sítio”, disse na conferência de imprensa que tradicionalmente realiza no final do ano. Mas a Rússia “não é país” para se assustar e por isso já “aumentou” a presença militar na região.

“Se antes a Força Aérea turca voava e violava permanentemente o espaço aéreo da Síria, que voem agora”, desafiou o Presidente da Rússia, lembrando que “ali não existiam sistemas de defesa aérea mas agora estão lá os S-400”. Sobre a justificação turca, que acusa os russos de atingirem a comunidade turcomana na Síria”, Putin diz que tinha “bastado um telefonema” e diz que as intenções turcas ficaram claras com a decisão de entrar em diálogo com a NATO e não com Moscovo, quando se tratou de explicar o sucedido.
A conferência de imprensa transmitida em direto na TV estatal serviu também para o líder russo admitir pela primeira vez o envolvimento militar do país no conflito ucraniano. “Nunca dissemos que não tínhamos lá pessoas com certas tarefas, incluindo de esfera militar”, admitiu após uma questão de um repórter ucraniano.
E também admitiu que a crise financeira do país “já atingiu o seu auge”, apesar do retrato atual não ser o melhor: “O PIB está a cair, a inflação é de 12,3%, os salários e os investimentos estão a cair mas o auge da crise económica já passou”.
Um cenário que se deve ao fato de a economia russa “depender dos preços do petróleo e do gás”. “Esperávamos que o barril de petróleo valesse 100 dólares, depois 50, mas essa é também uma previsão otimista, temos de emendar novamente”, avisou o Presidente russo. 

nuno.e.lima@sol.pt