Politica

Dois anos no lugar de Portas

As legislativas de 2005 foram péssimas para o CDS, que perdeu 60 mil votos e 2 dos 14 deputados, e viu o PCP passar-lhe à frente. José Sócrates conquistara uma maioria absoluta e Paulo Portas, que tinha estado no Governo - com Durão Barroso e depois no curto consulado de Santana Lopes -  torceu o nariz à travessia do deserto e resolveu retirar-se do palco. Mas não sem indicar um sucessor. 


Telmo Correia chegou à antiga FIL em Lisboa como favorito para ser o presidente seguinte do CDS, aclamado pelos ‘pórtistas’, mas José Ribeiro e Castro estragou tudo. Com um discurso inspirado, num Congresso à antiga pela noite dentro, o eurodeputado centrista levou a melhor. Portas, sem a possibilidade de continuar a liderar, manteve-se ainda assim como ‘chefe da banda’.

Ribeiro e Castro, a partir de Bruxelas, presidia a um partido que não sentia com ele afinidade. E Portas, que se mantivera no Parlamento e tinha os seus apoiantes em maioria, voltou dois anos depois para reivindicar a liderança de volta. «Golpe de Estado», clamou Ribeiro e Castro, pondo em causa a legalidade do processo, mas saiu vencido, em 2007, por 70% dos centristas.

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