Economia

Bolsas chinesas voltam a ser suspensas depois de perderem mais de 7%

Regulador do mercado de valores da China estendeu hoje as restrições à venda de títulos por grandes acionistas.

As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen voltaram a encerrar mais cedo, pela segunda vez na sua história. Mas desta vez, só estiveram a negociar meia-hora até serem suspensas, o que signifa que foi a sessão mais breve de sempre, após registarem perdas superiores a 7% no índice CSI 300.

Tal como aconteceu na passada segunda-feira, o primeiro dia em que vigoraram as novas regras para travar as oscilações bolsistas, as praças chinesas foram paralisadas por 15 minutos, depois de o índice CSI 300, que abrange as 300 principais empresas cotadas, cair acima de 5%.

Após a pausa, as bolsas voltaram a abrir, encerrando logo de seguida por perderem mais de 7%, de acordo com as novas regras, que ditam que, neste cenário, as negociações só são retomadas no dia seguinte.

Para fazer face a estas perdas, o regulador do mercado de valores da China estendeu hoje as restrições à venda de títulos por grandes acionistas.  Em julho de 2015, os titulares de 5% ou mais das ações de uma empresa foram impedidos de vender durante um prazo de seis meses, de modo a travar as fortes quedas que se sentiam nas bolsas chinesas – esse prazo termina na próxima segunda-feira, dia 11.