Politica

Presidenciais: Marcelo melhor que Cavaco

À primeira vista, os mapas da estrutura de voto de Marcelo Rebelo de Sousa nestas presidenciais de 2016 e de Cavaco Silva nas presidenciais de 2006  dir-se-iam idênticos. E, de facto, ambos retratam uma realidade sociológica e eleitoral que pouco se tem alterado desde as primeiras eleições democráticas, em 25 de abril de 1975: os votantes dos partidos de centro-direita são predominantes acima da linha do rio Tejo e os eleitores do centro-esquerda são claramente maioritários em todo o território abaixo do Tejo. Ao longo de 40 anos e de dezenas de eleições, esta geografia de voto repete-se com modificações mínimas.


E se Marcelo captou, sem dúvida, mais votantes da área do centro-esquerda do que Cavaco, essa componente do seu voto dificilmente se distingue nos mapas. Apenas é possível constatar que são menos acentuados os tons vermelhos do mapa de Marcelo (correspondentes, nesses locais, a melhores resultados do que Cavaco) em toda a zona de domínio tradicional da esquerda: no Baixo e Alto Alentejo assim como no Ribatejo. E também no Baixo Minho, região onde Marcelo tem raízes familiares, a sua percentagem melhora visivelmente a de Cavaco em 2006.

Marcelo só tem registos piores do que Cavaco na Madeira (por efeito do segundo lugar e dos 19,7% do candidato comunista madeirense, Edgar Silva) e no Algarve interior.

Marcelo perde 17 concelhos e Cavaco 22

Marcelo é vencedor em todos os 20 distritos e regiões autónomas (Cavaco perdeu, em 2006, em Beja) e apenas cede o primeiro lugar em 17 dos 308 concelhos do país, quase todos no Baixo Alentejo, dos quais 16 para Sampaio da Nóvoa e um - Avis, Portalegre - para Edgar Silva.

Em 2006, Cavaco fora vencedor em 286 concelhos (menos 5 do que Marcelo agora) e perdera em 22 concelhos, para Manuel Alegre e Jerónimo de Sousa.

Os números de ambos são semelhantes, tal como os mapas de estrutura de voto, mas Marcelo sai com vantagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

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