Internacional

Destino de Assange nas mãos da ONU

Julian Assange diz que aceita ser  preso pela polícia inglesa se as Nações Unidas amanhã decidirem contra ele. No entanto, segundo a BBC, o grupo irá decidir a favor do fundador do WikiLeaks considerando que este tem razão quando alega que foi "detido arbitrariamente" e que a sua estadia de mais de três anos na embaixada do Equador  equivale a uma "detenção ilegal'.

Na conta da organização no Twitter, Assange afirma que espera ser libertado se tal acontecer. “Se eu ganhar e for decidido que os estados em questão agiram ilegalmente, espero a imediata devolução do meu passaporte e que não haja novas tentativas para me prender”.Partirá para o Equador, disse um dos seus advogados à Newsweek.

Apesar de não ter vínculo jurídico, a deliberação do painel da ONU que analisa a sua situação pode influenciar o processo que lhe foi movido pelas autoridades suecas.

Há cerca de três anos e meio que  Julian Assange está voluntariamente ‘detido’ na embaixada do Equador em Londres, até Outubro vigiada 24 horas por dia pela polícia. Escolheu recolher-se na embaixada para evitar a extradição para a Suécia, onde duas antigas colaboradoras o acusam de abuso sexual, com receio que posteriormente fosse enviado para os EUA para ser julgado pelas fugas de informação que promoveu.

teresa.oliveira@sol.pt