Tecnologia

Nova loja e novo MATE 8

Portugal foi o país escolhido pela Huawei para abrir a sua nova loja na Europa. A capital (C.C. Colombo) viu assim 'nascer' a denominada Lisboa Experience Store, a primeira loja oficial da marca na Europa. É um passo gigante, uma aposta notória no mercado nacional e faz parte da estratégia que a Huawei tem elaborado e que lhe valeu recentemente o segundo lugar dos Androids. Mais dispositivos, mais qualidade (e preço) e agora, uma loja física onde o cliente pode conhecer, informar-se ou, através de um técnico capacitado local, requerer assistência técnica. 

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A escolha no nosso país não é em vão: somos o país da Europa com melhor mercado, somos ávidos em tecnologia, smartphones e um palco fundamental nos lançamentos e apostas. 

E foi esta loja que serviu de pretexto para conhecer aquele que é o novo estandarte da marca, o Huawei Mate 8. Apresentado recentemente, é um dispositivo que 'saltou' um ano. A primeira versão do Mate surgiu em 2014 e trazia a numeração 7. Quando no ano passado surgiu o Mate S, pensou-se na extinção da numeração do modelo em prol da letra S. Mas não. Ele surge agora e serve o propósito de atacar um nicho de mercado, uma parte mais profissional, exigente e que requer dimensões. O mundo dos phablet. 

Apesar de ser maior, o design é semelhante ao Mate S. A espessura é de apenas 2,5mm, mas a forma e robustez faz-nos sentir um telefone graças ao corpo metálico. Os botões, a câmara ou até o fingerprint, vulgo leitor de impressões digitais, estão no mesmo local. Poucas diferenças o separam do 'irmão' mais pequeno. Notamos a perda das listas (zona antena) na parte traseira que o torna mais homogéneo. Evidente a diferença na câmara fotográfica e do leitor de impressões digitais, que adotam o formato circular ao invés da forma touchpad. Mas os seus atributos mantêm-se intactos, o que quer dizer que continua como o mais rápido e funcional fingertips do mercado. Está perfeitamente posicionado na traseira para o dedo indicador, e mais do que desbloquear o telefone, serve para ver notificações ou passar fotos sem colocar o dedo no ecrã. E através da configuração, possibilita tirar fotos, atender chamadas ou desligar alarmes. 

O ecrã é enorme, e cobre quase a totalidade do equipamento. O tamanho requer protecção, atribuída ao Corning Gorilla Glas 4. Estranhamos a resolução e não tivemos muito tempo para experimentar, mas acusa os 1920x1080 e esperávamos os 2560x1440. Redime-se com tecnologia IPS-NEO, densidade de pixels de 367ppi e cores vivas e reais, usufruindo de 99,3% da gama de cores sRGB.

O desempenho é cunho da própria marca. Há muito que a marca desenvolve e aposta nos seus processadores e este não é exceção. Utiliza o seu novo octacore a 2.3GHz Kirin 950 chipset, GPU Mali T880 MPA e é auxiliado por 4GB de RAM. Faz parelha com o sistema operativo. Este é o primeiro smartphone da marca com o sistema operacional da Google actualizado, ou seja, este Mate 8 já vem com o Android 6.0 (Marshmallow), customizado com a interface personalizável da marca, o EMUI 4.0. 

Como é típico dos smartphones Huawei, o Mate 8 contém uma entrada de Dual-SIM com a possibilidade de se usar, como opção, um cartão microSD no segundo slot. Habitual também é a câmara fotográfica com chancela Sony. O sensor cresceu para os 16 megapixels e atende pelo nome de IMX 298. Os seus dotes fotográficos fazem uso de uma abertura de f/2.0, um estabilizador óptico de imagem e um flash de Dual-LED. Já a câmara frontal, optimizadoa para as selfies, também possui um sensor Sony e agora 8mp. Falta-lhe o flash.

Por último falamos da bateria. É uma das boas notícias. O Mate S 'abandonou' a usada no anterior 7 e a marca parece admitir o erro. Neste Mate 8 regressa uma gigante bateria 4000mAh. Certo que o espaço interior facilitou a tarefa, mas seria impossível não ter uma boa bateria para suportar este ecrã e todo o potencial gráfico.