Tecnologia

MateBook: nova aposta Huawei

A Huawei aproveitou o Mobile World Congress (MWC) para materializar um rumor: o MateBook. A marca tem ‘mudado’ a sua imagem e há muito que passou de dispositivos práticos e medianos a um portfólio variado de dispositivos. E não faltam gamas, dispositivos que associam o desempenho à qualidade (e preço), que mudaram o seu conceito. Mas mais que imagem, a marca tem vindo nos últimos anos a mostrar novos dispositivos, sempre com soluções diferenciadoras. E este novo MateBook é exemplo disso, um tudo em um.

Apostando num campo novo, este dispositivo vem aumentar o portfólio da Huawei mas, mais que isso, abre a porta aos híbridos, um novo campo para a marca. Este MateBook é um tablet com foco em produtividade semelhante ao Microsoft Surface. É por isso um dispositivo 2 em 1, desenhado para corresponder às necessidades atuais de todos os utilizadores, mesmo os empresariais.

A primeira impressão fica no design, consensual e elegante na linha dos seus mate, com as arestas recortadas e pontas redondas num corpo de metal que envolve o ecrã IPS de 12’’ (2160 x 1440 pixels). É leve (640grs), possui apenas 6,9mm de espessura e é bem construído num corpo metálico.

Sendo híbrido, este novo MateBook disfruta de um trio de acessórios: um teclado, uma pen tão a jeito dos artistas, e a MateDock, uma dock all-in-one. Esta última vem colmatar as necessidades do utilizador, e que não cabiam na espessura do corpo. Adiciona HDMI, VGA, Ethernet e duas portas USB extras e a extensão para carregamento do Book.

Já o teclado, com teclas ergonómicas e bem espaçadas, possui uma dobra estilo origami que lhe permite dois ângulos, 67 e 52 graus, e serve de stand. Possui normas de resistência à água e ao frio, e está coberto de couro, o que lhe confere um estilo Premium.

A Pen pode substituir o rato mas o verdadeiro intuito é ser uma mais valia para os artistas, graças aos seus 2048 pontos de pressão. Podemos experimentar e a boa nova é a facilidade de traço que permite. A marca também foi inteligente ao adotar tecnologia que reconhece a mão quando escrevemos ou rabiscamos. Habitualmente pousamos a mão para criar um ponto fixo, firmeza quando desenhamos, o que podia corresponder a mais traços e ‘estragar’ a obra.

Os dois botões laterais servem para atalhos, inclui funções de controlo remoto para apresentações PowerPoint e, no seu topo, a marca incluiu um ponteiro lazer.

O processador, confesso, ainda é uma incógnita. As pretensões são altas e pensamos que mereciam um processador I7... e este é um M. Mas é de sexta geração, o que significa que está mais evoluído e não descura o desempenho, com velocidades de até 3.1GHz, além de optimizar o consumo energético. Para o auxiliar encontramos 4 ou 8GB de RAM, e capacidades de armazenamento de 128, 256 ou 512 GB de armazenamento, dependendo do modelo que escolher.

Mas o rendimento, e portabilidade, requerem bateria. A marca incorporou uma bateria de 4430mAhm e apregoa 10h de utilização, graças a tecnologia própria de redução de consumo e saving, o que deixa boas indicações. E carrega totalmente em duas horas e meia.

Ponto fundamental, a segurança, que ficou bem firmada graças à inclusão do primeiro leitor de impressões digitais num dispositivo desta gama. Colocado na lateral, entre os botões de volume, permite ler diferentes impressões a ajustar-se ao utilizador. Significa que podemos adicionar diferentes contas, cada uma associada a uma impressão digital, bastando ao utilizador colocar o dedo correspondente para o MateBook reconhecer, e abrir o seu ambiente de trabalho.

As cores disponíveis são Cinzento e Dourado para o MateBooK, com opção de puderem ser conjugadas com outras quatro cores da capa de proteção.

O preço começa nos 799 euros para a versão com processador M3 e 4GB de RAM. Os acessórios, dock, pen e teclado, são adquiridos à parte.