Politica

Portas ataca Carlos Costa

Em coligação, Paulo Portas reconduziu Carlos Costa no lugar de governador do Banco de Portugal. Agora, no discurso de saída da liderança do CDS, diz que o fez apenas porque o processo de venda do Novo Banco não estava concluído e ataca as falhas de supervisão do regulador do sistema bancário. Mas vai mais longe: Portas põe mesmo em causa a capacidade do Banco de Portugal para vender bancos, alinhando com a ideia de António Costa de separar supervisão de resolução bancária, retirando esta competência ao banco central português.

Se Passos Coelho não se tem cansado de defender e elogiar Carlos Costa, mesmo quando isso implicou alguma dissonância da sua ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, mais crítica em relação às "falhas" na supervisão, Portas vem agora explicar por que motivo o CDS apoiou na coligação a recondução do governador do Banco de Portugal. "Foi reconduzido apenas porque o processo de venda do Novo Banco não estava concluído", revelou Portas no seu último discurso como líder do CDS.

Paulo Portas admite mesmo que o Banco de Portugal pode não ser a entidade certa para vender o Novo Banco, mesmo que continue a defender que a resolução será sempre melhor do que a nacionalização.

"O Banco de Portugal continua a falhar. Acho que a resolução é melhor para o contribuinte do que a nacionalização, mas o Banco de Portugal não tem conseguido instalar competências transacionais", afirmou Portas.