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Lava Jato. 25.ª fase começou esta madrugada em Portugal

As autoridades portuguesas detiveram esta madrugada Raul Schmidt Junior, investigado no âmbito Lava Jato, que estava foragido do Brasil desde 2015.

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Tal como o Sol tinha revelado este fim-de-semana, as diligências desta madrugada foram acompanhadas pelo procurador brasileiro Diogo Castor Mattos.

Fonte oficial do Ministério Público Federal confirmou oficialmente esta informação, adiantando que "foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva referente a Raul Schmidt Felipe Junior".

Este cidadão luso-brasileiro está a ser investigado pelo "pagamento de propinas [luvas] aos ex-diretores da estatal petrolífera [Petrobras] Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, todos atualmente presos em Curitiba pela participação no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa."

Em declarações oficiais foi ainda confirmado que "Raul Schmidt Felipe Junior estava foragido desde julho de 2015, quando foi expedida a ordem de prisão. Seu nome havia sido incluído no alerta de difusão da Interpol em outubro do ano passado."

Além de pagamento de luvas aos agentes públicos da Petrobras, o suspeito também tem ligações a empresas internacionais que conseguiram "contratos de exploração de plataformas da Petrobras".

As diligencias desta noite foram preparadas em conjunto entre as autoridades portuguesas e brasileiras, "sendo que o cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária portuguesa e pelo Ministério Público português", adianta o Ministério Público Federal.

Confirmando o que foi noticiado este sábado pelo Sol, a mesma fonte adianta: "As autoridades brasileiras do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) acompanharam as diligências."

Depois de cumpridas as medidas cautelares, "o Brasil dará início ao processo de extradição", explicam ainda.

Raul Schmidt morava em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, tendo-se mudado para Portugal no início da Operação  Lava Jato. Isto porque a sua dupla nacionalidade lhe poderia conceder alguns privilégios, como a da impossibilidade de extradição.

No âmbito da Operação Lava Jato, Portugal já recebeu três cartas rogatórias, tendo já sido cumprida uma e devolvida às autoridades brasileiras.

Leia na integra o comunicado da Procuradoria Geral da Republica portuguesa: "Em execução de um pedido de cooperação judiciária internacional recebido das autoridades brasileiras, o Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal realizou, esta manhã, diversas diligências, designadamente buscas.

Foi, igualmente, efetuada a detenção de um cidadão luso-brasileiro, tendo as autoridades brasileiras manifestado a intenção de desencadear um processo de extradição.

Estas diligências, nas quais o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária, foram acompanhadas por uma equipa do Ministério Público brasileiro, autorizada para o efeito ao abrigo dos instrumentos legais de cooperação.

O pedido de cooperação insere-se no âmbito da Operação Lava Jato.

A Procuradoria-Geral da República já recebeu, das autoridades brasileiras, três cartas rogatórias relacionadas com esta matéria. Uma já foi devolvida. As restantes encontram-se em execução."

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[Notícia atualizada às 11h20]

carlos.santos@sol.pt