Economia

CTT: nem todos os sindicatos aceitaram proposta salarial

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) não aceitou proposta e vai manter a greve marcada para 28 de março.


Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT, à exceção de um, chegaram a acordo com a administração dos Correios quanto a aumentos salariais, entre os 0,7% e 1,3%, num mínimo de 10 euros, com efeitos retroativos a janeiro deste ano adiantou o SINDETELCO.

O acordo alcançado define que o aumento de 1,3% abrange 8 mil trabalhadores, já a subida de 0,9% abrange 1.600 trabalhadores, enquanto a de 0,7% aplica-se a 350 trabalhadores.

"Esta foi a quarta reunião de negociação. Os CTT começaram com um aumento de zero. Na sexta-feira subiu de 1% para 1,25%. É um acordo melhor do que o do ano passado", disse José Arsénio, reforçando que "o aumento mínimo garantido é de 10 euros" e que "o acordo se aplica a todas as empresas do grupo.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) foi o único a não aceitar a proposta dos CTT e já a considerou "ofensiva" e, como tal, vai manter a greve marcada para 28 de março.

"A proposta de aumentos salariais é ofensiva, tendo em atenção que o presidente do Conselho de Administração dos CTT ganha um milhão de euros por ano", apontou Vítor Narciso, explicando que o que seria "razoável" para o sindicato seria um aumento "nunca menor a 2%".

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