Economia

Banif: Maria Luís ignorou ultimato de Bruxelas

Numa carta de 12 de novembro, Comissão Europeia dava a última oportunidade a um plano de reestruturação «credível» do Banif e colocava o final de dezembro como limite. Mas a ministra optou antes por um processo de venda que já tinha dado provas de insucesso.

A ex-ministra das Finanças prepara-se para uma audição tensa na próxima semana. Maria Luís Albuquerque será ouvida na comissão de inquérito do Banif e será confrontada com a reta final do mandato, onde recebeu indicações precisas da Comissão Europeia. Numa missiva de 12 de novembro, a Direcção-Geral da Concorrência em Bruxelas insistiu que até ao final do ano teria de ser definido um plano «credível» de reestruturação do banco com «os parâmetros concretos de eventuais ajudas públicas». Mas a ministra rejeitou essa opção e optou antes por lançar um processo de venda da instituição, que não foi bem sucedido.

A carta, a que o SOL teve acesso, é dirigida à secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, e ao vice-governador do Banco de Portugal, José Ramalho. A Comissão manifesta «dúvidas sobre a viabilidade do Banif» e «sérias preocupações com o cronograma para quaisquer decisões da Comissão quanto a ajudas públicas» ao Banif.

A poderosa Direcção- Geral da Concorrência, conhecida pela singla em inglês DGCOM, lembra que em 2016 iriam entrar em vigor novas regras europeias para lidar com bancos em dificuldades, o que faria com que qualquer intervenção no Banif no novo ano teria de implicar perdas para os credores.

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