Economia

Carlos Costa lança críticas à gestão do Banif

O governador do Banco de Portugal responsabilizou hoje a administração do Banif pela falta de concretização do plano de reestruturação que foi exigido ao Banif por Bruxelas quando o banco recebeu ajudas públicas em 2013.

O governador já tinha começado a intervenção na comissão de inquérito do Banif a apontar o dedo à administração do banco, cujas funções executivas eram asseguradas por Jorge Tomé e as não executivas estavam com Luís Amado.

“A viabilidade de uma instituição de crédito é em grande parte endógena e depende em grande parte da sua equipa de gestão", frisou o governador, numa referência à elaboração e concretização de um plano de reestruturação do banco que foi exigido pela Comissão Europeia logo em 2013.

Mais tarde, o governador voltou à carga e acusou a administração de Jorge Tomé de não medir bem o “braço de ferro” que estava a fazer com Bruxelas, já que o plano de reestruturação foi enviado para trás várias vezes pela comissão.

“Três outros bancos conseguiram aprovar plano de reestruturação, que é da responsabilidade do conselho de administração, apoiado pelos acionistas. É uma questão de capacidade negocial”, disse o governador, acrescentando que os antigos administradores deviam ter avaliado melhor a relação de forças nas negociações que estavam a decorrer com a direção geral da concorrência europeia.